O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,6% em março ante fevereiro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, embora positiva, desacelerou em relação à apurada no mês passado, quando o ICI subiu 1,9% ante janeiro.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,6% em março ante fevereiro, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, embora positiva, desacelerou em relação à apurada no mês passado, quando o ICI subiu 1,9% ante janeiro. <p><p>Os dados atualizados do índice mostram que, de fevereiro para março, o indicador subiu de 115,8 pontos para 116,5 pontos, na série com ajuste sazonal. Na comparação com março de 2009, o ICI registrou alta de 49,0%, um aumento menos intenso do que o verificado em fevereiro, que foi de 54,3%, no mesmo tipo de comparação, sem ajuste sazonal. <p><p>O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve aumento de 3,4% em março, após subir 0,7% em fevereiro, nos dados da série com ajuste sazonal. O segundo componente é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou queda de 2,2% este mês, em comparação com o aumento de 3,3% em fevereiro. <p><p>Na comparação com março do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve aumentos de 47,2% e de 50,8%, respectivamente, para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em março deste ano. <p><p>O levantamento para cálculo do índice foi feito entre os dias 3 e 26 de março, em uma amostra de 1.165 empresas. O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos. O desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente.<p><p><b>Nível pré-crise</b><p><p>O ICI de 0,6% em março deste ano registrou a 14ª alta seguida, voltou a mostrar nível semelhante ao do cenário pré-crise e alcançou o segundo maior nível da série histórica, iniciada em abril de 1995. Em seu comunicado, a FGV avalia que o desempenho de março "mostra que o mercado interno segue aquecido, influenciando o retorno do índice aos elevados níveis pré-crise". <p><p>Das respostas apuradas entre os empresários relacionadas ao presente, um dos destaques foi a avaliação a respeito do nível da demanda. A fatia de empresas pesquisadas que consideram o nível de demanda atual como forte cresceu de 21,8% em fevereiro para 23,9% em março. Já a parcela das companhias entrevistadas que avaliam a demanda como fraca diminuiu de 9,5% para 6,3%.<p><p>A FGV informou ainda que, nas respostas relacionadas ao futuro, as expectativas empresariais são favoráveis em relação à evolução do ambiente dos negócios nos próximos seis meses. Em março, das 1.165 empresas consultadas, 65,3% esperam melhora da situação dos negócios no semestre entre março a agosto e apenas 1,6% aguardam piora. Em fevereiro, os percentuais para estas mesmas respostas haviam sido de 71,2% e 1,6%, respectivamente.<p><p><b>Nuci</b><p><p>O Nível de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria, com ajuste sazonal, alcançou patamar de 84,3% em março, após registrar nível de 84,0% em fevereiro, segundo informou a FGV. O Nuci de março deste ano foi o maior desde outubro de 2008, quando atingiu nível de 85,1%, e, segundo a FGV, ficou acima da média registrada desde 2003 (83,0%), mas ainda inferior à media do biênio 2007-2008 (85,1%). <p><p>Entre as categorias de uso, o Nuci de bens de consumo e o de bens intermediários apresentaram avanços, enquanto o do setor de bens de capital mostrou estabilização, após sete meses em alta. Ainda segundo a instituição, na série de dados sem ajuste sazonal, o nível de uso de capacidade em março foi de 83,5%, patamar superior ao apurado em fevereiro, quando atingiu 83,1%.
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