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O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 0,6% em março ante fevereiro, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, embora positiva, é menos intensa do que a apurada no mês passado, quando o ICI subiu 1,9% ante janeiro.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), indicador-síntese da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação, subiu 0,6% em março ante fevereiro, segundo informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa, embora positiva, é menos intensa do que a apurada no mês passado, quando o ICI subiu 1,9% ante janeiro. Porém, esta é a décima quarta alta consecutiva e volta a mostrar nível semelhante ao do cenário pré-crise global. Trata-se também do segundo maior nível da série histórica, iniciada em abril de 1995, segundo a FGV. O ICI é um indicador cujo cálculo é baseado em cinco tópicos da Sondagem da Indústria. A partir das respostas destes tópicos, a FGV elabora o resultado do índice dentro de uma escala que vai de 0 a 200 pontos, sendo que o desempenho do indicador é de queda ou de elevação se a pontuação total das respostas fica abaixo ou acima de 100 pontos, respectivamente. Os dados atualizados do índice mostram que, de fevereiro para março, o indicador subiu de 115,8 pontos para 116,5 pontos, na série com ajuste sazonal. Na comparação com março do ano passado, o ICI registrou alta de 49,0%, aumento menos intenso do que a taxa positiva de 54,3% registrada em fevereiro, no mesmo tipo de comparação, nos dados sem ajuste sazonal. O ICI é composto por dois indicadores. O primeiro é o Índice da Situação Atual (ISA), que teve aumento de 3,4% em março após subir 0,7% em fevereiro, nos dados atualizados na série com ajuste sazonal. O segundo componente do ICI é o Índice de Expectativas (IE), que apresentou queda de 2,2% este mês, em comparação com o aumento de 3,3% em fevereiro. Na comparação com março do ano passado, nos dados sem ajuste sazonal, houve aumentos de 47,2% e de 50,8%, respectivamente para o índice de Situação Atual e para o indicador de Expectativas, em março deste ano. O levantamento para cálculo do índice foi entre os dias 3 e 26 deste mês, em uma amostra de 1.165 empresas informantes. Em seu comunicado, a FGV avalia que o desempenho de março "mostra que o mercado interno segue aquecido, influenciando no retorno do índice aos elevados níveis pré-crise". Ainda de acordo com a fundação, das respostas apuradas entre os empresários relacionadas ao presente, um dos destaques foi a avaliação a respeito do nível da demanda. A fatia de empresas pesquisadas que consideram o nível de demanda atual como forte cresceu de 21,8% em fevereiro para 23,9% em março. Já a parcela das companhias entrevistas que avaliam a demanda como fraca diminuiu de 9,5% para 6,3%. A FGV informou ainda que, nas respostas relacionadas ao futuro, as expectativas empresariais são favoráveis, em relação à evolução do ambiente dos negócios nos próximos seis meses. Em março, das 1.165 empresas consultadas,65,3% esperam melhora da situação dos negócios no semestre março-agosto e apenas 1,6% aguardam piora. Em fevereiro, os percentuais de pesquisados para estas mesmas respostas haviam sido de 71,2% e 1,6%, respectivamente.
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