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FGV: alta dos alimentos leva à aceleração do IPC-S nas capitais

Rio, 11 - Aumentos mais intensos nos preços dos alimentos levaram à aceleração da taxa do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) em todas as sete capitais pesquisadas, na passagem da última quadrissemana de outubro para a primeira quadrissemana de novembro. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz, houve acelerações de preços expressivas do grupo Alimentação em São Paulo (de 0,82% para 1,08%); e no Rio de Janeiro (de 1,21% para 1,3%).

Agência Estado |

Entre os destaques, estão as movimentações de preços de frutas em São Paulo (de 5,90% para 7,95%); e no Rio de Janeiro (de 6,03% para 9,40%). Entretanto, ele comentou que as taxas de inflação mais intensas no setor de alimentação estão sendo puxadas por itens cujo comportamento é "errático". "Na verdade, essa aceleração nos preços dos alimentos está sendo sustentada por preços de alimentos voláteis, como os in natura", comentou. O economista observou que há alimentos registrando queda de preços, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. É o caso de laticínios (-1,01%) na capital fluminense; e de panificados e biscoitos (-1,23%) na capital paulista.

Na análise de Braz, apesar da aceleração de preços generalizada nas taxas do IPC-S nas capitais, esse cenário pode mudar ao longo de novembro. Isso porque os preços dos alimentos que estão subindo muito no varejo, atualmente, podem começar a subir menos ou até cair, até o fim de novembro - visto a facilidade de mudança de trajetória no comportamento de preços desses itens, principalmente os in natura.

Ainda segundo o economista, a influência da desvalorização cambial não chegou com força ainda na alimentação do varejo. Sinais de impacto do câmbio podem ser mensurados apenas em alguns itens alimentícios derivados de commodities agrícolas, que estão apresentando quedas e desacelerações no atacado, devido ao recuo nos preços desse tipo de produto no mercado internacional, devido ao agravamento da crise dos mercados internacionais. "Por enquanto, o câmbio tem funcionado como uma espécie de amortecedor na inflação dos alimentos no varejo", afirmou.

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