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FGV: alta de preço agropecuário e industrial causa fim da deflação

Rio, 17 - Com a combinação de aumentos de preços tanto no setor agropecuário quanto no setor industrial no atacado, chegou ao fim a deflação mensurada pela segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que registrou queda de 0,58% em janeiro, e subiu 0,45% na segunda prévia do mesmo índice em fevereiro. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Agência Estado |

Ele lembrou que, a exemplo do que já tinha sido registrado na primeira prévia do IGP-M de fevereiro, e no Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desse mês, divulgados recentemente, os preços das commodities agrícolas continuam em trajetória de aumento de preços. É o caso dos fim das quedas de preços, deflações mais fracas, e taxas de elevação expressivas registradas em bovinos (de -5,25% para -0,13%); soja em grão (de 2,60% para 6,44%); e café em grão (de -2,16% para 8%).

Além de pressionar a taxa de inflação dos produtos agropecuários no atacado (que foi de 1,63% na segunda prévia do IGP-M de fevereiro, após cair 0,31% em igual prévia em janeiro), essa movimentação de preços das commodities agrícolas também acabou influenciando a taxa de variação de preços dos alimentos processados no atacado, que pararam de cair (de -1,01% para 3,24%), da segunda prévia de janeiro para igual prévia em fevereiro.

No âmbito de alimentos processados, foram detectados aumentos de preços, e fim de deflação, em itens como açúcar cristal (de 2,73% para 23,73%); farelo de soja (de 3,16% para 14,37%); e óleo de soja refinado (de -3,26% para 5,19%). Como são alimentos que já passaram por uma elaboração industrial, os impactos de aumentos de preços desses itens foram inseridos dentro do cálculo de variação de preços industriais no atacado, que também pararam de cair (de -1,37% para 0,06%).

Industriais

Entretanto, itens não relacionados ao setor de alimentação também registraram taxas de elevação expressivas entre os industriais. É o caso, por exemplo, de automóveis de passageiros, cuja variação de preços passou de -9,41% para 0,13%, da segunda prévia de janeiro para igual prévia em fevereiro. Isso porque esse produto não conta mais com o impacto da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os preços dos carros, anunciado no final do ano passado pelo governo (que acabou reduzindo os preços dos automóveis).

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