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Rio, 17 - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou hoje que, das sete capitais pesquisadas para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), cinco apresentaram elevação de preços mais intensa ou deflação mais fraca, na passagem da primeira para a segunda prévia do mês do indicador. O cenário de alimentos mais caros foi o fator que determinou inflação mais elevada no varejo em São Paulo e em outras quatro capitais.

Segundo o economista da FGV, André Braz, no caso específico da capital paulista, foram apuradas acelerações de preços em deflações mais fracas em itens in natura, como hortaliças e legumes (de -2,96% para -1,46%); e em frutas ( de 7,78% para 8,89%); e em outros tipos de alimento, como carnes bovinas (de 0,03% para 0,49%); e em arroz e feijão (de -1% para 0,31%).

Além disso, no caso do IPC-S de São Paulo, já foram detectadas influências da recente desvalorização cambial nos preços do varejo, na capital paulistana. Alguns produtos cujos preços têm ligação direta ou indireta com a cotação da moeda norte-americana estão passando por aumentos mais intensos, ou deflações mais fracas de preços devido ao dólar mais alto. É o caso de computadores (de 1,52% para 2,67%); e azeite (de -0,96% para -0,87%).

Mas o economista não descartou uma mudança de trajetória no comportamento de preços de outros itens que, atualmente, estão em deflação forte. Isso porque são itens relacionados a produtos cujos preços também sofrem a influência do dólar alto. É o caso das movimentações de preços, em São Paulo, de panificados e biscoitos (de -0,52% para -0,88%); e massas e farinhas (de -0,22% para -0,77%), que têm o trigo como matéria-prima.