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Pela segunda vez consecutiva, um cenário de alimentos in natura mais baratos puxou a desaceleração de preços medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que saiu de 0,60% para 0,50% entre a segunda e a terceira quadrissemana de abril em São Paulo. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, houve forte desaceleração de preços em hortaliças e legumes (de 8,38% para 4,58%) e intensificação na deflação de frutas (de -3,88% para -4,70%) no mesmo período na capital paulista.

Pela segunda vez consecutiva, um cenário de alimentos in natura mais baratos puxou a desaceleração de preços medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), que saiu de 0,60% para 0,50% entre a segunda e a terceira quadrissemana de abril em São Paulo. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, houve forte desaceleração de preços em hortaliças e legumes (de 8,38% para 4,58%) e intensificação na deflação de frutas (de -3,88% para -4,70%) no mesmo período na capital paulista.

O especialista não descartou a possibilidade de uma continuidade na trajetória de desaceleração de preços varejistas na cidade de São Paulo nas próximas apurações do IPC-S. Ele lembrou que os preços dos alimentos in natura subiram muito nos primeiros três meses do ano, devido à redução de oferta causada por problemas climáticos, mas agora começa a ocorrer um equilíbrio entre demanda e disponibilidade do produto. "Os preços dos in natura ainda têm muita 'gordura' para queimar. Este movimento (de quedas e desacelerações de preços entre os in natura) pode se estender até maio", comentou.

Ainda segundo Braz, o IPC-S na cidade de São Paulo poderia ter desacelerado ainda mais, até a terceira quadrissemana de abril, não fosse o comportamento de outros tipos de alimentos - que estão subindo de preço de forma mais intensa. É o caso de arroz e feijão (de 8% para 11,30%), carne bovina (de 206% para 2,81%) e laticínios (de 5,76% para 5,80%). "Estes alimentos ajudaram a 'segurar' o recuo na taxa de variação de preços", comentou o economista

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