Rio, 26 - O comportamento de preços dos alimentos in natura mais uma vez norteou a trajetória de inflação do varejo na cidade de São Paulo. Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz, os preços na capital paulista pararam de subir (de 0,06% para 0,00%) em virtude da forte pressão exercida pela intensificação da queda de preços em frutas (de -3,39% para -6,41%).

De acordo com Braz, a influência da inflação das frutas foi tão grande que acabou por compensar, em parte, o impacto da perda de força na deflação dos preços de hortaliças e legumes (de -2,25% para -1,65%) na cidade. Ele comentou que a trajetória de preços deste segmento na alimentação é praticamente uma exceção, visto que a maioria dos itens alimentícios no varejo está apresentando queda ou desaceleração de preços.

No Rio de Janeiro, o comportamento da inflação varejista é similar ao registrado em São Paulo. Enquanto os preços de frutas continuam caindo de forma intensa (de -8,41% para -9,79%); os preços de hortaliças e legumes estão caindo menos (de -3,43% para -0,23%). Mas como a perda de força da deflação neste segmento ocorreu de forma mais intensa do que na capital paulista, a taxa do IPC-S no Rio de Janeiro acabou por apresentar aceleração (de 0,10% para 0,15%).

Para as próximas quadrissemanas, a tendência é de quedas menos intensas nos preços de alimentação do varejo, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo. Isso porque os itens in natura já caíram muito, e agora a deflação começa a arrefecer neste segmento. "Isso pode ajudar a elevar a taxa do IPC-S no Rio e em São Paulo, nas próximas apurações", afirmou.

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