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FGV: alimentos contribuem para desaceleração do IPC-S

Rio, 1º - A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou hoje que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,14% até 31 de agosto, ante alta de 0,24% apurado no índice anterior, de até 22 de agosto. Este foi o menor resultado para o índice desde a primeira semana de março de 2008, quando o IPC-S subiu 0,11%.

Agência Estado |

Segundo a FGV, a principal contribuição para a desaceleração da taxa do indicador partiu de elevações de preços menos intensas e deflação em três das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice. É o caso de Habitação (de 0,85% para 0,72%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,54% para 0,43%) e Alimentação (de -0,45% para -0,71%).

Mais uma vez grupo dos alimentos foi destaque entre as classes de despesa pesquisadas, e teve a maior influência para a taxa menor do índice. No setor de alimentação, houve quedas e desacelerações de preços em Hortaliças e Legumes (-7,08% para -8,54%), Arroz e Feijão (-1,76% para -3,49%), Laticínios (-0,84% para -1,39%) e Carnes Bovinas (-0,41% para -0,51%).

No varejo, as quedas mais significativas também foram apuradas no setor de alimentação. Segundo a fundação, houve deflações em tomate (-39,60%); batata-inglesa (-8,44%); e leite tipo longa vida (-3,18%). Já as mais significativas elevações de preços foram registradas nos preços de tarifa de telefone fixo residencial (2,11%); mamão da Amazônia (25,14%); e cebola (18,10%).

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