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FGV: alimentos contribuem para a alta do IPC-S em SP

Rio, 26 - O aumento mais intenso nos preços dos alimentos in natura e o impacto do reajuste das mensalidades escolares levou à aceleração no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) na cidade de São Paulo (de 0,23% no índice de até 15 de janeiro para 0,45% até 22 de janeiro), avalia o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz. De acordo com ele, na capital paulista, houve um salto nos preços dos alimentos, entre a segunda e a terceira quadrissemana de janeiro (de 0,02% para 0,55%).

Agência Estado |

"Embora seja época dos reajustes nas mensalidades, os preços dos alimentos contribuíram mais para a taxa maior do índice", afirmou o economista.

De acordo com ele, houve aumentos de preços mais intensos em frutas (de 0,75% para 3,35%) e hortaliças e legumes (de 2,7% para 3,28%). Braz comentou que essa época do ano é característica de elevações nos preços dos itens in natura, tendo em vista as oscilações climáticas bruscas que ocorrem nessa época do ano. Outros alimentos também tiveram aumentos de preços expressivos, ou perda de força na queda de preços, como arroz e feijão (de -4,42% para -2,76%) e panificados e biscoitos (de 0,24% para 0,71%).

No caso das mensalidades escolares, o economista informou que houve aceleração de preços em cursos formais (de 1,67% para 3,21%) no mesmo período. Na avaliação do economista, a inflação do varejo deve continuar a pressionar a cidade de São Paulo pelo menos até o final desse mês. Isso porque pressões de aumentos nos preços dos alimentos; e das mensalidades escolares não devem desaparecer até o final de janeiro.

Já no caso do Rio de Janeiro, Braz explicou que houve desaceleração na taxa do IPC-S (de 1,24% para 1,16%), devido ao aumento menos intenso nos preços dos alimentos (de 1,88% para 1,75%) e desaceleração no preço da tarifa de ônibus urbano (de 3,13% para 2,01%). Braz lembrou que o reajuste na tarifa de ônibus já ocorreu há algum tempo na cidade, ou seja: já passou o auge do impacto, na inflação do varejo, da elevação no preço da passagem de ônibus.

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