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FGV: agropecuários param de cair e impulsionam IGP-10

Rio, 16 - O fim da queda nos preços agropecuários no atacado (de -4,30% para 0,54%) respondeu por quase a metade da aceleração da taxa do IGP-10, de setembro para outubro (de -0,42% para 0,78%). A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Agência Estado |

Segundo ele, a movimentação de itens agropecuários também respondeu por 78% da aceleração nos preços do atacado (de -0,75% para 0,98%).

O economista comentou ainda que 90% da aceleração de preços agropecuários no atacado foi originada da movimentação de preços de apenas três produtos: soja em grão (de -7,75% para 2,49%); mandioca - aipim (de -5,71% para 29,46%); e tomate (de -47,37% para 12,76%). "Desses três produtos, apenas um, a soja, é influenciada por variação cambial. O avanço nos preços dos outros dois produtos é devido à características do mercado interno", explicou o economista.

Ele acrescentou que tanto a mandioca como o tomate estão, atualmente, com oferta menor do que demanda: um fator "sazonal" e não relacionado aos recentes movimentos de desvalorização cambial. Entretanto, ele comentou que, embora a soja seja um produto que sofre impacto das oscilações do dólar, a movimentação de alta do item também não se deve ao câmbio. "Essa alta no preço da soja, muito pouco se deve ao câmbio, e sim à oferta do produto no mercado internacional", afirmou.

Ainda segundo o economista, embora os preços do varejo também tenham saído de queda para elevação de preços, de setembro para outubro (de -0,03% para 0,10%), o atacado foi o setor que mais influenciou a taxa elevada do IGP-10, em outubro.

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