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FGV: agricultura reverte deflação medida pelo IGP-10

O fim da queda nos preços de produtos agrícolas foi responsável por quase a metade da aceleração da inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), de setembro para outubro. O IGP-10 deste mês, divulgado nesta manhã pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou inflação de 0,78%, contra deflação de 0,42% no mês passado.

Agência Estado |

Os preços agropecuários no atacado, que caíram 4,30% em setembro, neste mês subiram 0,54%. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.

O economista comentou ainda que quase toda (90%) a aceleração dos preços agropecuários no atacado foi originada de apenas três produtos: soja em grão (de -7,75% em setembro para 2,49% em outubro); mandioca (de -5,71% para 29,46%); e tomate (de -47,37% para 12,76%). Os preços dos produtos, segundo Quadros, foram influenciados por fatores sazonais de demanda interna.

Ainda de acordo com o economista, embora os preços do varejo também tenham saído de queda para elevação de preços, de setembro para outubro (de -0,03% para 0,10%), o atacado (de -0,75% para 0,98%) foi o setor que mais influenciou a taxa elevada do IGP-10, em outubro.

Dólar

Os efeitos da alta do dólar já podem ser detectados em um segmento no atacado, no âmbito do IGP-10. Quadros informou que o avanço nos preços dos produtos industriais no atacado (de -0,75% para 0,98%) foi motivado principalmente pelo fim da queda nos preços de materiais para manufatura (de -0,08% para 1,13%) - segmento esse que é uma espécie de "portal de entrada" para efeitos cambiais na inflação do setor atacadista. "Esse avanço de preços em materiais para manufatura foi influenciado pelo câmbio", afirmou.

O economista fez questão de ressaltar que o impacto do dólar alto na inflação mensurada pelo IGP-10 de outubro "ainda é muito pequeno e marginal". Ele admitiu, porém, que ao longo de outubro os efeitos da recente alta do dólar podem começar a "se espalhar" por alguns produtos do setor atacadista.

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