A primeira prévia de outubro do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), medida até ontem, ficou em 0,16%, ante queda de 0,09% no indicador anterior, de até 30 de setembro, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo a FGV, os fatores que levaram ao fim da queda de preços mensurada pela taxa do indicador, na passagem da leitura fechada do IPC-S de setembro para a primeira prévia deste mês, se originaram de elevações de preços mais intensas e deflações menos fortes, em seis das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice.

É o caso de Educação, Leitura e Recreação (de 0,11% para 0,12%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,19% para 0,23%); Transportes (de 0,10% para 0,13%); Habitação (de 0,24% para 0,34%); Vestuário (de 0,58% para 0,72%) e Alimentação (de -0,97% para -0,23%).

Porém, a principal contribuição para a alta do índice partiu
do grupo alimentos. Segundo a FGV, quinze dos 21 gêneros alimentícios componentes desta classe de despesa registraram acréscimos ou quedas mais fracas em suas taxas de variação. Os principais destaques foram as movimentações de preços em hortaliças e legumes (-7,88% para -4,79%), frutas (2,11% para 4,02%), laticínios (-3,22% para -2,49%) e arroz e feijão (-2,88% para -0,72%).

Já a única classe de despesa a apresentar desaceleração de preços, no mesmo período, foi a de Despesas Diversas (de 1,02% para 0,86%).

Maiores altas e baixas

Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, no âmbito da primeira prévia do mês do IPC-S, a FGV informou que as mais significativas altas de preço no varejo foram apuradas nos preços de limão (60,96%); taxa de água e esgoto residencial (2,39%)e cigarros (2,17%).

Já as mais significativas quedas de preços foram registradas nos preços de batata-inglesa (-16,75%); leite tipo longa vida (-5,76%); e cebola (-23,49%).

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