A primeira prévia de agosto da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) ficou em 0,44%, informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ante alta de 0,53% no índice anterior, referente ao fechado do mês de julho. Segundo a FGV, este foi o menor resultado para o IPC-S desde a terceira semana de março deste ano, quando o indicador subiu 0,23%.

Ainda de acordo com a entidade, a principal contribuição para a desaceleração da taxa do indicador partiu de elevações de preços menos intensas, ou até deflações, em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, na passagem do IPC-S de até 31 de julho para o indicador apurado até ontem. É o caso de Alimentação (de 0,83% para 0,40%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,69% para 0,61%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,22% para 0,21%); e Despesas Diversas (de 0,43% para 0,41%).

Porém, foi do grupo dos alimentos que veio a maior contribuição para a taxa menor do indicador. Esse segmento contou com quedas e desacelerações de preços nos itens arroz e feijão (2,29% para 0,59%), carnes bovinas (3,39% para 1,79%), hortaliças e legumes (-1,66% para -2,8%) e laticínios (0,88% para 0,12%).

Já os outros grupos apresentaram aceleração de preços, ou deflação mais fraca, no mesmo período. É o caso de Habitação (de 0,59% para 0,7%); Transportes (de 0,19% para 0,21%) e Vestuário (de -0,54% para -0,33%).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.