Com as condições de liquidez normalizadas no sistema financeiro, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) zerou este mês totalmente as operações de compra de carteira de crédito realizadas ao longo do último ano, período em que a crise financeira internacional exigiu ações emergenciais para destravar o sistema.

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Segundo o diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno de Camargo e Silva, as carteiras compradas como uma forma de injetar liquidez nas instituições que passaram a ter dificuldade em captar recursos no exterior e também no Brasil foram recompradas por grandes bancos.

Mas, em muitos casos, as carteiras foram retomadas por seus antigos proprietários. "Muitas instituições que tiveram de vender suas carteiras puderam recomprá-las quando a liquidez se normalizou, o que mostra que o problema não foi de risco de crédito, mas apenas de liquidez", afirma.

Segundo Silva, o FGC havia adquirido um total de carteiras de crédito com valor entre R$ 8,5 bilhões e R$ 9 bilhões de outubro de 2008 a março de 2009, com o objetivo de oferecer liquidez às instituições de menor porte.

Deste total, cerca de R$ 5 bilhões foram revendidos, inclusive para os antigos proprietários dessas carteiras, em janeiro deste ano e, desde então, outras operações foram compradas por instituições atraídas pela possibilidade de redução de exigibilidade do depósito compulsório, estabelecida pelo Banco Central.

No início deste mês, o fundo ainda carregava cerca de R$ 2,6 bilhões referentes a um outro programa criado, de compra de novas operações. De acordo com o diretor executivo do FGC, quando as condições de mercado se normalizaram, os bancos ainda tinham receio de voltar a oferecer financiamentos.

 Assim, o FGC se propôs a assegurar, por meio da aquisição de um CDB emitido pelo banco, as novas operações realizadas pela instituição nas áreas de consignado, veículos e pequenas e médias empresas. "Em outubro, vendemos toda essa carteira para um grande banco, o que também mostra que todas essas operações de crédito foram bem examinadas e não oferecem risco elevado", afirma.

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