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FGC vai usar recursos extras para dar liquidez a bancos menores

BRASÍLIA - O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) informou hoje que usará os R$ 6 bilhões do adiantamento de mensalidades dos bancos para ajudar instituições financeiras pequenas e médias com problemas de liquidez. Vai emprestar em até 48 meses, recebendo em garantia títulos e valores mobiliários como CDBs, commercial papers, debêntures e ações de primeira linha.

Valor Online |

Hoje pela manhã, o Banco Central (BC) permitiu que os bancos reduzam compulsório sobre depósitos à vista (sem remuneração) no valor de até 60 contribuições ao FGC que forem adiantadas. Se todos os bancos optarem pela medida, a entidade de seguro de depósitos bancários poderá receber R$ 6 bilhões.

O diretor-executivo do FGC, Antonio Carlos Camargo, informou ao Valor Econômico que a medida tem o objetivo de ampliar os canais de liquidez ao sistema financeiro, nesse período de crise financeira.

Segundo ele, desde 2005 o FGC criou um limite de R$ 2,5 bilhões para a aquisição de carteiras de crédito. Com o recrudescimento da crise, neste ano já foram compradas carteiras de oito bancos, no valor de R$ 1 bilhão.

Assim, além dos R$ 6 bilhões potenciais do adiantamento das mensalidades, o FGC tem uma sobra de R$ 1,5 bilhão que poderá ser usada para prover o sistema de liquidez. Segundo Camargo, o patrimônio atual da entidade está em R$ 17 bilhões.

Para agilizar o crédito, o FGC dará preferência a garantias em títulos e valores mobiliários. A aquisição de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) só será feita de banco com patrimônio de referência de até R$ 2,5 bilhões, e se garantido por outro ativo do banco emissor.

O FGC permite que se o banco tomar o crédito com base em uma carteira de fluxo constante (como crédito consignado ou leasing a veículos), poderá abater em prestações mensais. Caso o lastro seja uma carteira como capital de giro, por exemplo, será respeitado o fluxo do recebimento.

(Valor Online)

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