O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, informou ontem que em fevereiro as empresas privadas voltaram a contratar mais do que demitir e que esse saldo pode chegar a até 20 mil novas vagas. Ficará próximo (a esse número), não mais do que isso, declarou o ministro, ressalvando que até ontem à tarde os técnicos de sua pasta estariam fechando os dados definitivos.

O resultado oficial será conhecido hoje com a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra todas as admissões e dispensas feitas pelas empresas conforme as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Se confirmado, o saldo de empregos formais em fevereiro ficou bem abaixo das 204 mil vagas criadas em fevereiro de 2008 e ainda está longe de reverter a perda dos quase 798 mil postos de trabalho acumulada entre novembro de 2008 e janeiro deste ano. As dispensas de mão de obra têm sido um dos principais efeitos da crise internacional no País, desde seu agravamento em setembro do ano passado.

Em dezembro, o Caged bateu recorde de demissões com o fechamento de quase 655 mil ocupações com carteira assinada no País e disparou um alerta dentro governo quanto à gravidade da crise.

Apesar das indicações de que deve ser lenta a recuperação econômica em 2009, Lupi está otimista. "Fevereiro (o resultado do Caged) será positivo, com uma margem pequena, mas o mais importante é que a curva mudou", comentou o ministro. Ele também acredita que em março "haverá uma forte recuperação" do mercado formal de trabalho.

Na sua avaliação, o principal fator para isso é o aumento da renda e do poder de consumo da população com o aumento do salário mínimo que começou a ser pago no mês de março.

SERVIÇOS
Ainda de acordo com Lupi, em fevereiro, os segmentos do setor de serviços foram os que mais contrataram novos empregados, mostrando reação em relação ao fim de 2008. Ele destacou o segmento de educação que teria contratado mais por causa do fim das férias escolares e início do período letivo.

O quadro ainda é difícil na indústria de transformação, segundo o ministro do Trabalho. "(A indústria) ainda apresenta problemas como altos estoques", disse ele, o que tem influenciado nas decisões das empresas de ampliar as dispensas de empregados. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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