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Fevereiro começou com queda na Bovespa e alta no dólar

SÃO PAULO - O mês mudou, mas o noticiário é mais do mesmo: fracos balanços corporativos, demissões em massa, desconfiança com o setor financeiro e dados econômicos pouco animadores nos Estados Unidos e Europa. O resultado nos mercados brasileiros é instabilidade com viés de baixa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e pressão sobre a taxa de câmbio. Com outra dinâmica, os juros futuros precificam o ciclo de afrouxamento monetário.

Valor Online |

Na segunda-feira, a Bovespa repetiu o sinal externo e, depois de ensaiar uma leve alta, terminou com perda de 1,61%, aos 38.666 pontos, marcando o terceiro dia seguido de baixa. O giro financeiro foi de R$ 2,61 bilhões.

O professor de economia do Ibmec Rio, André Comunale, destaca que o Ibovespa apresenta uma grande resistência nos 40 mil pontos, ou seja, o índice chega a tal patamar e aparecem vendedores.

Mas um ponto importante, segundo o especialista, é que o índice cai com baixo volume, o que sinaliza que os investidores não querem vender suas ações a qualquer preço.

O foco ficou voltado para o setor financeiro, depois que o Bradesco apontou resultado trimestral abaixo do esperado. A instituição fechou 2008 com lucro líquido de R$ 7,62 bilhões, 4,9% menor no comparativo anual.

Em Wall Street, indicadores econômicos pontuaram o dia. A notícia positiva veio com o índice de atividade no setor industrial, que subiu de 32,9 pontos em dezembro para 35,6 pontos em janeiro. O indicador segue, contudo, abaixo dos 50 pontos, que separa a retração do crescimento. O governo dos EUA mostrou uma queda de 1% no gasto do consumidor americano e retração de 1,4% no investimento em construção em dezembro.

Deixando de lado uma tentativa de recuperação, o Dow Jones caiu 0,80%, e perdeu o importante patamar dos 8 mil pontos, fechando aos 7.936 pontos. Em direção contrária, o Nasdaq garantiu alta de 1,22%.

O mercado de câmbio seguiu o humor externo, com o dólar batendo as máximas do dia a R$ 2,371 no período da manhã.

À tarde, quando Ibovespa e Dow Jones ensaiaram alta, a compra de moeda estrangeira perdeu força e divisa fechou o dia a R$ 2,324 na venda, ainda assim valorização de 0,25%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve alta de 0,26%, a R$ 2,323. O giro financeiro somou US$ 176,75 milhões, montante mais de duas vezes maior que o observado na sexta-feira.

Os juros futuros abriram o dia em alta, mas, no decorrer da jornada, os prêmios foram consumidos e os contratos voltaram a fechar em baixa. Segundo alguns especialistas, a curva futura já precifica bem os cortes de juros esperados para ano, o que limita a formação de novas apostas de baixa.

Na agenda da segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central, que apontou Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,6% no fechamento de 2009, contra previsão anterior de 4,64%. Os agentes consultados pelo BC também esperam avanço de 1,8% no Produto Interno Bruto (PIB), contra 2% da sondagem anterior. Pela quarta semana seguida, o prognóstico para a taxa Selic foi colocado para baixo, de 11% para 10,75% no fim de 2009.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,09 ponto, a 11,08%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,10 ponto, 11,40%. E janeiro 2012 apontava 11,67%, desvalorização de 0,13 ponto.

Na ponta curta, o DI para março destoou e subiu 0,03 ponto, para 12,66%. O contrato para abril cedeu 0,02 ponto, marcando 12,31%. E julho de 2009 perdeu 0,04 ponto, projetando 11,64%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 352.855 contratos, equivalentes a R$ 31,158 bilhões (US$ 13,45 bilhões), 46% menos do que o registrado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 180.760 contratos, equivalente a R$ 16,43 bilhões (US$ 7,09 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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