O presidente da Federação Nacional das Corretoras de Seguro (Fenacor), Roberto Barbosa, disse hoje que não há risco de contaminação no mercado nacional da crise vivida pela seguradora americana AIG, que no Brasil opera em parceria com o Unibanco. De acordo com ele, a divisão brasileira opera de maneira independente.

"De acordo com as regras do mercado segurador nacional, as empresas estrangeiras são obrigadas a ter uma operação independente no Brasil. Isto significa que elas precisam ter garantias locais e que suas reservas técnicas ficam internadas (alocadas) no Brasil", explica ele.

De acordo com dados da Federação Nacional das Empresas de Seguro Privado e Capitalização o mercado segurador brasileiro movimentou R$ 84,3 bilhões no ano passado, montante que deve saltar para R$ 98,3 bilhões este ano.

A turbulência nos mercados financeiros provocou o tombo de quase 70% das ações da AIG nesta manhã na Bolsa de Nova York.. A empresa recebeu hoje a permissão do governador de Nova York, David Paterson, para ter acesso a até US$ 20 bilhões em capital de suas próprias subsidiárias - eventualmente vendendo ativos - para cobrir suas necessidades nas operações diárias. A AIG perdeu cerca de US$ 17 bilhões em valor de mercado hoje. O tombo de hoje se segue à queda de 30% das ações na sexta-feira, que terminou com o alerta da agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's de que poderia rebaixar o rating de crédito da AIG de um a três degraus do seu rating atual de AA- se a seguradora não levantasse mais capital. Com informações da agência Dow Jones.

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