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Fed triplica crédito para empréstimos de bancos

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumentou ontem de US$ 300 bilhões para US$ 900 bilhões o volume de empréstimos que se dispõe a fazer para bancos. Enquanto o pacote de resgate do sistema financeiro não sai do papel e a situação na Europa e nos Estados Unidos se deteriora, o Fed está buscando alternativas para descongelar pelo menos parte do mercado de crédito.

Agência Estado |

Os bancos continuam relutando em emprestar dinheiro e a taxa Libor de empréstimos interbancários voltou a bater recorde. "O Federal Reserve está pronto para adotar medidas adicionais para dar liquidez ao mercado", disse a instituição, em um comunicado.

Funcionários do Fed e da Secretaria do Tesouro estão trabalhando com executivos de bancos para formular novas medidas de estímulo ao crédito. Uma delas é algum tipo de programa para comprar os títulos de curto prazo que empresas e bancos usam para financiar suas operações (commercial paper), mercado que está paralisado. O mercado americano de commercial paper encolheu US$ 94,9 bilhões na semana terminada em 1º de outubro e agora é de US$ 1,61 trilhão.

O Fed anunciou também que vai começar a pagar juros sobre as reservas que os bancos mantêm no banco central. Essa medida vai permitir ao Fed injetar recursos nos bancos sem interferir na taxa básica de juros, que hoje está em 2%.

Na sexta-feira, o Congresso aprovou e o presidente George W. Bush assinou a lei que permite ao Tesouro americano usar até US$ 700 bilhões para comprar dos bancos títulos podres - lastreados em hipotecas inadimplentes, pouco líquidos e difíceis de avaliar - na tentativa de descongelar o mercado de crédito.

Só que o levantamento de preços e as compras dos títulos não devem começar antes do dia 15 de novembro. Enquanto isso, o Fed busca maneiras de garantir oxigênio aos bancos, como a ampliação das linhas de crédito para as instituições.

O presidente George W. Bush voltou a falar sobre a crise ontem e tentou reduzir as expectativas em relação à rapidez dos efeitos do pacote. "Vai levar um tempo para se restabelecer a confiança no sistema financeiro", disse Bush. "Nós não queremos nos apressar e atrapalhar a eficiência do programa."

A crise está atingindo também indústrias, que tiveram as linhas de crédito suspensas e não conseguem emitir títulos de curto prazo para financiar as operações. Por isso um programa de compra de commercial paper de bancos e empresas seria bem-vindo.

Além disso, há expectativas de que o Fed reduza a taxa básica de juros de 2% para 1,5%, talvez antes mesmo da próxima reunião, nos dias 28 e 29 de outubro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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