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Fed resgata a AIG com US$ 85 bilhões

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) concederá um empréstimo extraordinário de US$ 85 bilhões à seguradora American International Group (AIG). O governo receberá, em troca, uma participação de 79,9% na empresa.

Agência Estado |

No comunicado em que explicou a operação, o Fed disse que uma "falência desordenada" da companhia poderia deixar os mercados financeiros ainda mais frágeis.

As bolsas de valores da Ásia registravam expressivas altas na abertura dos pregões desta quarta-feira em decorrência da notícia. O Índice Nikkei, de Tóquio, avançava 1,78%. O texto do Fed diz, ainda, que o empréstimo tem respaldo do Tesouro "com termos e condições desenhadas para proteger o governo dos Estados Unidos e os contribuintes". "O propósito dessa linha de liquidez é ajudar a AIG a cumprir as obrigações à medida que vençam."

A maior seguradora dos EUA passa por uma grave crise e está no centro das atenções do mercado financeiro global. "Muitos temem que a (eventual) quebra da AIG seja mais catastrófica do que qualquer outra coisa que o mercado enfrentou até agora", afirmou Liz Ann Sonders, estrategista da Charles Schwab & Co.

As ações da AIG oscilaram com volatilidade nesta terça-feira, em meio às crescentes especulações do potencial socorro do governo. Os papéis, que chegaram a cair 74%, encerraram o dia com perdas de 21,22%. Na segunda-feira, já haviam recuado 61%. A seguradora é uma das 30 companhias que integram o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto, disse que o presidente George W. Bush apóia a operação. "Esses passos são dados com base no interesse de promover a estabilidade do mercado financeiro e limitar os danos para o resto da economia", afirmou.

Em uma nota divulgada à noite, depois do fechamento do mercado, a AIG disse que continuava a perseguir alternativas para elevar a liquidez de curto prazo sem reduzir o capital de suas subsidiárias ou as operações na Ásia. "Continuamos a avaliar as opções para aumentar nossa liquidez de curto prazo", afirmou o porta-voz da AIG, Joe Norton.

Ele disse que não poderia comentar o progresso que a companhia estava fazendo ou se pretendia oferecer uma atualização da situação antes da apresentação para os investidores, marcada para 25 de setembro. A seguradora já perdeu mais de US$ 25 bilhões em capitalização de mercado desde o início da semana. Uma falência da AIG poderia levar a crise financeira para outro nível, considerando o tamanho da companhia e seu alcance. A AIG é usada por muitas companhias no mundo para administrar uma variedade de riscos, incluindo exposição nos investimentos hipotecários subprime (de maior risco).

A seguradora sofreu perdas de US$ 18 bilhões nos últimos três trimestres em conseqüência de garantias que deu a ativos derivados de hipotecas. No balanço divulgado em junho, possuía ativos de US$ 1,05 trilhão. Sua eventual quebra, portanto, seria superior à do Lehman Brothers, que tinha ativos de US$ 639 bilhões.

Além disso, o potencial efeito dominó de uma falência da AIG é maior, ao menos em teoria, que o do Lehman, justamente por causa da natureza de seu negócio. No fim de 2007, a AIG tinha 74 milhões de clientes e 116 mil empregados no mundo todo.

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