Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Fed pode decidir cortar taxa de juros para conter crise

Washington, 26 out (EFE) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) analisará, esta semana, sua política monetária e os mercados esperam um novo corte dos juros, enquanto o Governo de George W. Bush continua mudando o enfoque da ajuda financeira de US$ 700 bilhões.

EFE |

O Comitê de Mercado Aberto do Fed se reunirá na terça e quarta-feira, e a maioria dos analistas acredita que o órgão anunciará que sua meta para a taxa básica de curto prazo descerá a 1%.

Desde setembro do ano passado, a autoridade monetária afrouxou sua política monetária e baixou a taxa de juros de 5,25% até 1,25%, mas não conseguiu evitar que o pânico se estendesse aos bancos, que buscam se proteger dos maus investimentos em hipotecas de alto risco e em especulação.

Já que os mercados consideram garantido um corte dos juros até 1%, o mesmo índice que o Fed manteve por mais de um ano, até junho de 2004, e que alimentou a bolha especulativa, uma decisão do Comitê de Mercado Aberto nesse sentido terá pouco impacto.

O único resultado de uma eventual redução dos juros esta semana é que se aproxima do limite deste instrumento de política monetária.

Os mercados de dinheiro dificilmente poderiam operar com uma taxa que esteja abaixo de 1%.

Na quinta-feira, o Governo divulgará seu primeiro cálculo preliminar da atividade econômica no período de julho a setembro e a maioria dos analistas acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) teve, nesse trimestre, uma contração de 0,5%.

Enquanto os bancos seguem sem reativar o crédito, a Administração Bush continua modificando a direção de seu auxílio financeiro quase um mês depois que o Congresso lhe deu atribuições extraordinárias para conter a crise.

A idéia inicial proposta pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, foi comprar dos bancos afetados os títulos respaldados por hipotecas desvalorizadas, para encorajá-los a abrir os empréstimos.

Na metade do mês foi anunciado que o Tesouro dedicaria US$ 250 bilhões para a compra de ações, sem voto, em bancos.

Desse valor, a metade seria destinada à intervenção governamental em nove das maiores instituições bancárias do país.

O senador republicano Richard Shelby, do Alabama, um membro do Comitê de Bancos que se opôs ao programa de auxílio financeiro, disse que a Administração Bush "se desviou significativamente de seu curso original" e pediu que fosse "examinada com muito cuidado esta mudança".

Apesar de Paulson ter dito que esperava que os bancos pusessem o dinheiro à disposição para empréstimos e que limitassem os bônus de seus executivos, o crédito segue obstruído e a taxa básica de juros se mantém até quatro pontos acima da meta fixada pelo Fed.

Fontes financeiras afirmam que o Governo, que já interveio para garantir a liquidação de bancos e nacionalizou uma fatia substancial do negócio hipotecário e dos seguros, estuda agora a compra de ações em empresas seguradoras e bancos regionais.

O Departamento do Tesouro, que primeiro tinha planejado anunciar seus investimentos em vários bancos, mudou de idéia e deixará que as instituições divulguem suas vendas de ações nos próximos dias, segundo uma fonte financeira citada pela "Bloomberg".

No negócio de seguros, onde a Administração Bush já colocou US$ 85 bilhões para nacionalizar as dívidas do American International Group, aumentou os juros por um apoio governamental e a expectativa se estendeu às empresas fabricantes de automotores. EFE jab/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG