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Fed ignora mercados e mantém juros a 2% nos EUA

Washington, 16 set (EFE) - O Federal Reserve (Fed, banco central americano) não atendeu aos clamores do mercado financeiro e manteve sua política monetária hoje, com a taxa básica de juros em 2% desde abril. À beira do pânico pelas conseqüências dos excessos financeiros dos últimos anos, os mercados reagiram mal e as cotações caíram em quase todos os principais indicadores após o Comitê de Mercado Aberto do Fed publicar sua decisão, a primeira adotada por unanimidade em um ano. Após a quebra do banco Lehman Brothers, a venda do Merrill Lynch para o Bank of America e os rumores de que a seguradora American International Group (AIG) está à beira da falência, os mercados esperavam outra ajuda do banco central, em forma de redução dos juros. Muitos especialistas e analistas qualificaram a atual turbulência financeira como a pior crise em décadas. A maioria deles calculou que o Fed hoje diminuiria a taxa básica em 0,25 ponto percentual.

EFE |

De todo modo, o Fed injetou na segunda-feira US$ 70 bilhões e mais US$ 50 bilhões hoje, na maior intervenção nos mercados desde a estabilização adotada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Esta medida permitiu conter a alta da taxa de juros.

Porém, o Governo Bush e o banco central decidiram distribuir a conta-gotas a ajuda a ser dada aos mercados, embora estejam conscientes das dificuldades pelas quais a economia do país atravessa.

Em seu comunicado divulgado no fim da reunião sobre a política monetária, o Comitê de Mercado Aberto reconheceu que "aumentaram significativamente as tensões nos mercados financeiros e se enfraqueceu ainda mais o mercado de trabalho".

No entanto, os governadores do sistema do Fed decidiram não reduzir os juros, apesar de "o crescimento econômico ter se desacelerado recentemente, como reflexo em parte de uma diminuição da despesa das famílias".

O Comitê ainda afirmou que "a inflação foi elevada, impulsionada pelos recentes aumentos nos preços da energia e de outras matérias-primas".

"O Comitê espera que a inflação se modere no resto do ano e em 2009, mas o panorama da inflação continua sendo muito incerto", informou o comunicado.

"Os riscos de um crescimento econômico fraco e de inflação são causa de preocupação significativa para o Comitê", acrescentou o documento.

A decisão do Comitê mostra que o Fed continua disposto a atender às turbulências do mercado com empréstimos de emergência - como a queda dos juros cobrados pelo banco central junto às entidades financeiras por seus empréstimos de 24 horas -, mas também mantém o alerta de inflação.

O Fed, que baixou gradualmente a taxa de juros de 5,25% há um ano para os atuais 2%, manteve firme sua atual política monetária mesmo após a queda de 4,7%, ontem, dos ativos do índice S&P 500, que mede a evolução das 500 ações mais negociadas da bolsa.

Alguns analistas afirmam que a baixa esperada para hoje de 0,25 ponto percentual, além de um sinal, teria pouco efeito na economia.

A este respeito, eles lembram que as taxas de juros caíram 3,25 pontos percentuais desde setembro de 2007 e que desde dezembro foram injetados mais de US$ 600 bilhões do Fed no sistema, sem que os empréstimos interbancários tenham se revitalizado. EFE jab/rb/db

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