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Fed: economia dos EUA virou para baixo após setembro

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, disse que a economia dos Estados Unidos permanece sob considerável estresse e que após contrair 0,5% no terceiro trimestre, em termos anuais, a atividade econômica parece ter virado em baixa depois de setembro. Refletindo essa avaliação, a atividade industrial - medida pelo Instituto de Gestão de Oferta (ISM) - caiu para seu nível mais baixo em novembro desde 1982 e a expectativa para o relatório de emprego de novembro nos EUA é de uma queda de mais de 300 mil vagas, com um aumento adicional na taxa de desemprego.

Agência Estado |

De fato, Bernanke disse que os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego "sugerem que as condições nos mercados de mão-de-obra pioraram mais em novembro". E com a piora nas condições dos mercados de trabalho e de crédito, o gasto de consumo está "a caminho de registrar outro acentuado declínio no quarto trimestre", disse.

O Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos EUA (NBER) disse que o país entrou em recessão em dezembro de 2007, encerrando um período de expansão econômica iniciado em novembro de 2001. Para evitar uma recessão mais profunda e prolongada, espera-se que o Fed volte a reduzir suas taxas de juro de curto prazo no último encontro de política monetária deste ano, nos dias 15 e 16 de dezembro.

A taxa está em 1% ao ano, atingindo as mínimas desde 2003 e 2004. Cortes adicionais colocariam a taxa em níveis que não são vistos em meio século. E mesmo se os Fed Funds se aproximarem de zero - como muitos economistas de Wall Street esperam -, o banco central ainda tem considerável influência sobre os mercados e a economia através de seu balanço.

"Embora a política convencional de taxa de juro seja limitada pelo fato de que as taxas nominais de juro não podem cair abaixo de zero, a segunda arma no arsenal do Fed - a provisão de liquidez - permanece eficaz", disse Bernanke.

O presidente do Fed está otimista com a perspectiva para a inflação, dizendo que com os preços das commodities (matérias-primas) caindo "dramaticamente", a inflação "parece estar posicionada para cair significativamente ao longo do próximo ano para níveis consistentes com a estabilidade de preço". As informações são da Dow Jones.

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