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Fed e PIB dos EUA animam as bolsas

O corte da taxa básica de juros nos Estados Unidos, de 1,5% para 1% ao ano, promovido na quarta-feira, continuou repercutindo positivamente no mercado financeiro ontem. As bolsas de valores engataram mais um dia de altas expressivas, com destaque para a brasileira, onde o Índice Bovespa ganhou 7,47%.

Agência Estado |

Nos últimos três pregões, o indicador se valorizou 27,2%, mas, no ano, ainda acumula perdas de 41,4%.

Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, avançou 2,11% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 2,49%. Outro fator que colaborou para o dia positivo, ainda que em menor escala, foi o anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos relativo ao terceiro trimestre. A economia teve retração de 0,3%, enquanto a expectativa dos analistas era de um recuo de 0,5%.

"Se o número tivesse vindo pior do que as estimativas, haveria uma reação negativa no mercado", explicou o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. Segundo ele, medidas anunciadas nas últimas semanas por diversos governos, no Brasil e no exterior, melhoraram o grau de confiança dos investidores.

Entre elas, Rosa destacou a queda do juro efetivada pelo banco central americano (Fed), um indicador de que o custo do dinheiro vai cair também na Europa na semana que vem, além das linhas de financiamentos abertas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo próprio Fed a países como o Brasil. "Isso tudo reforça a organização e afasta o temor de uma crise sistêmica", disse.

A economista-chefe do Banco ING, Zeina Latif, concorda. "Houve uma acalmada na aversão ao risco", afirmou, referindo-se especialmente ao mercado de câmbio. O dólar caiu ontem, pelo quarto dia seguido, e chegou a R$ 2,103. Entre sexta-feira passada e ontem, a moeda americana se desvalorizou 9,62% ante o real. No ano, porém, acumula ganho de 18,48%.

Tanto Zeina quanto Rosa alertaram, no entanto, que não se pode decretar o fim da volatilidade. Os dois especialistas lembram que as oscilações permanecem elevadas na semana. A diferença em relação às anteriores é o sinal: se antes havia quedas expressivas, nesta a tônica têm sido as altas substanciais. O Ibovespa subiu 4,37% quarta-feira e 13,42% terça.

"Um mercado muito volátil ainda é propenso a acidentes", observou Zeina. Rosa lembrou que a semana que vem, por exemplo, está recheada de indicadores econômicos importantes no exterior. "Se os dados vierem muito fora das projeções, vamos ver fortes oscilações."

O maior componente do PIB dos EUA é o gasto do consumidor, que responde por 70% do indicador. No terceiro trimestre, esses gastos caíram 3,1%, ante uma expansão de 1,2% no segundo trimestre. A queda foi a mais acentuada desde o declínio de 8,6% apurado no segundo trimestre de 1980.

As compras de bens duráveis despencaram 14,1% no terceiro trimestre, depois de um declínio de 2,8% nos três meses anteriores. Os gastos com bens não duráveis caíram 6,4% no terceiro trimestre, enquanto o consumo de serviços subiu 0,6%.

O setor de moradia deu outra mordida na economia. O investimento residencial fixo caiu 19,1% no terceiro trimestre, reduzindo o PIB geral em 0,72 ponto porcentual. No segundo trimestre, esse investimento havia recuado 13,3%.

O comércio internacional deu à economia dos EUA um suporte no trimestre anterior, elevando o PIB em 1,13 ponto porcentual, segundo o Departamento do Comércio. As exportações do país cresceram 5,9% e as importações caíram 1,9%. Os gastos das empresas encolheram 1%, mas o investimento em infra-estrutura subiu 7,9%.

Os estoques de todos os bens caíram em US$ 38,5 bilhões no segundo trimestre, depois de um declínio de US$ 50,6 bilhões entre abril e junho. No entanto, a queda dos estoques contribuiu positivamente com 0,56 ponto porcentual no PIB.

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