SÃO PAULO - O corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros básica dos EUA promovido hoje pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, deu uma injeção de ânimo nos mercados, impulsionando o preço do barril de petróleo em mais de US$ 4. A expectativa é de que a medida adotada pela autoridade americana estimule a demanda mundial por combustível.

O contrato de WTI negociado para dezembro de Nova York fechou valendo US$ 67,50, avançando US$ 4,77. O contrato para janeiro de 2009 ficou US$ 4,78 mais caro, para US$ 67,99. Em Londres, o barril de Brent para dezembro fechou valendo US$ 65,47, saltando US$ 5,18. O vencimento para o mês seguinte teve elevação US$ 4,96, para US$ 67,13.

Outra notícia que deu força para que o preço do petróleo retornasse à trajetória de alta foi o relatório de estoques de gasolina divulgado pelo governo dos EUA. Ele mostrou que os reservatórios totalizaram 195 milhões de barris do produto, declinando inesperadamente 1,5 milhão de barris em relação ao levantamento anterior. Foi a primeira queda nos estoques do produto registrada em cinco semanas.

A alta de hoje do petróleo não foi solitária. Em meio à euforia de um dia de ganhos, os preços de minérios e alimentos também foram levados pela onda de otimismo proporcionada pelo Fed. Analistas dizem que o mercado esperava por uma correção no preço do barril há dias, já que a commodity experimentou fortes quedas nos últimos meses.

O ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez, aproveitou a quarta-feira de altas para lembrar o mercado que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) "provavelmente" vai promover um segundo corte em sua produção de petróleo na próxima reunião do grupo, marcada para 17 de dezembro. Na semana passada, o cartel decidiu que reduziria sua produção em 1,5 milhão de barris a partir de novembro.

(Valor Online)

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