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Fed deve reduzir juros dos EUA a perto de zero

WASHINGTON - O Federal Reserve deverá reduzir a taxa básica de juros dos Estados Unidos para perto de zero na terça-feira, mas observações antecipadas sobre métodos não convencionais de dissipar uma recessão que já dura um ano é que realmente irão chamar a atenção na reunião do órgão esta semana.

Reuters |

Economistas prevêem que o banco central norte-americano fará um comunicado claro sobre como irá desenvolver medidas de facilitação quantitativa para resguardar a economia de um desaquecimento mais intenso, mas não espera detalhes das medidas que serão efetivamente tomadas.

Essas palavras acompanhariam uma decisão pelo Fed de reduzir sua meta de juros em pelo menos meio ponto percentual, acreditam economistas.

Um corte de meio ponto colocaria a taxa de juros em apenas 0,5 por cento, o menor patamar desde julho de 1954, à medida em que o banco central luta contra uma recessão que muitos acreditam continuará no próximo ano.

O anúncio deve ser feito às 1915 GMT na terça-feira, ao final de uma reunião de dois dias. O encontro havia sido inicialmente agendado para um dia, mas foi ampliado para que as autoridades monetárias possam estudar as opções para medidas incomuns com o intuito de estimular a economia com o pouco espaço que restou para redução dos custos de empréstimo.

"Daqui para frente, a política monetária precisa se apoiar primariamente em ferramentas não tradicionais, outras armas além dos juros básicos, para tentar estimular a economia," afirmou o ex-presidente do Fed Lyle Gramley, que espera que o Fed esclareça tudo.

"Eles certamente terão um conhecimento de que métodos não tradicionais serão empregados agressivamente para tentar dar resistência à economia", acrescentou.

Um colapso no mercado de moradia nos Estados Unidos gerou pânico nos mercados de crédito e afetou o resto da economia desde a quebra do banco de investimento Lehman Brothers, em setembro. Muitos economistas prevêem que a atividade econômica irá se reduzir num ritmo de 6 por cento ao ano ou mais no quarto trimestre à medida em que aumenta o desemprego.

A facilitação quantitativa, aquilo que o Banco do Japão usou para dar fim a uma década de estagnação deflacionária nos anos 1990 ao injetar dinheiro no sistema bancário, foi prenunciada pelo chairman do Fed, Ben Bernanke, num pronunciamento em 1 de dezembro.

Ele enfatizou que o Fed usará de todas as armas em seu arsenal para proteger a economia e identificou aquisições diretas do governo e dívidas relacionadas a hipotecas como possíveis opções.

Por Alister Bull

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