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Fed corta juros para tentar conter ameaças ao crescimento dos EUA

Washington, 29 out (EFE) - O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), em outro esforço para reativar o crédito, cortou hoje a taxa básica de juros no país em 0,5 ponto percentual, de 1,5% até 1%, o que significa o menor nível registrado desde junho de 2004. No comunicado divulgado hoje, a autoridade monetária americana justifica a medida com o fato de continuar havendo grandes ameaças ao crescimento econômico, e inclusive deixa a porta aberta a novos cortes. O Governo dos EUA divulgará amanhã o cálculo preliminar da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, mas a maioria dos analistas calcula que já houve uma contração desse valor em 0,5%, a maior desde a recessão de 2001. A redução dos juros foi a última medida adotada pelo Fed para reativar o consumo, o crédito e, portanto, a atividade econômica do país. Nos últimos meses, além de baixar a taxa básica, a autoridade monetária criou seis programas de empréstimos que canalizaram pelo menos US$ 700 bilhões com dinheiro e garantias para os mercados de dinheiro. Mesmo assim, enquanto os mercados de crédito continuam com medo da crise, o banco central dos EUA teve que reiterar hoje que segue alerta para atuar como for necessário. Esta é uma frase que os mercados interpretam como a disposição de realizar novos cortes dos juros. Os mercados tinham antecipado a decisão do Fed há alguns dias, como mostrou as altas de terça-feira de mais de 10% nas bolsas de Nova Yo...

EFE |

O Fed começou, em setembro de 2007, seu afrouxamento da política monetária, quando a taxa básica de curto prazo se situava em 5,5%.

A medida de hoje coloca este instrumento monetário quase no limite de suas possibilidades: abaixo de 1%, a taxa de juros passa a prejudicar os mercados de dinheiro que operam dentro dessas margens.

O banco central manteve a taxa de 1% durante mais de um ano até junho de 2004, e nesse período os juros baixos contribuíram aos empréstimos de alto risco e ao endividamento, que inflaram a bolha imobiliária e cujas conseqüências afetaram os mercados globais.

A autoridade monetária dos EUA destacou hoje que "o ritmo de atividade econômica parece ter diminuído notavelmente, devido em grande medida a uma queda no gasto dos consumidores".

"À luz das baixas nos preços da energia e outras matérias-primas, e das piores perspectivas para a atividade econômica, o Comitê (do Mercado Aberto do banco central) espera que a inflação se modere nos próximos trimestres a níveis coerentes com a estabilidade dos preços", acrescentou.

Em uma medida aprovada também por unanimidade, o Conselho de Presidentes aprovou a redução em meio ponto percentual, até 1,25%, da taxa de desconto que o Fed cobra dos bancos pelos empréstimos que esses contraem.

"As recentes ações de política monetária (...) deveriam ajudar às condições do crédito a melhorarem e a promover um retorno ao crescimento econômico moderado", indicou o Fed, ao admitir que ainda "persistem os riscos de uma contração econômica".

"O Comitê vigiará cuidadosamente os eventos econômicos e financeiros e atuará como for necessário para promover um crescimento econômico sustentável e a estabilidade dos preços", acrescentou.

Os bancos centrais do resto do mundo também atuaram para reavivar o crédito e interromper a contração do gasto dos consumidores e dos empréstimos dos bancos.

A decisão de hoje se segue à redução de 0,5 ponto percentual coordenada em 8 de outubro pelo Fed, o Banco Central Europeu (BCE) e outros quatro bancos centrais. Hoje, as autoridades monetárias de Noruega e China também cortaram seus juros. EFE jab/db

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