O Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) reduziu a taxa básica de juros da economia do país em 0,5 ponto porcentual. Com isso, a taxa passa para 1% ao ano, o menor nível desde junho de 2004.

Wall Street era unânime na crença de que o Fed cortaria o juro, ainda que mostrasse divisão sobre o tamanho da redução.

A decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) foi unânime e segue a redução, também de 0,50 ponto, anunciada em reunião emergencial ocorrida no dia 8 de outubro.

As autoridades do Fed, em seu comunicado, deixaram a porta aberta para cortes adicionais, a níveis não vistos em meio século. "O ritmo da atividade econômica parece ter desacelerado marcadamente, devido de forma importante a um declínio nos gastos do consumidor", diz o comunicado, enquanto a crise financeira adiciona limitações aos gastos, acrescenta.

Naquele dia, bancos centrais de diversos países tomaram a decisão conjunta de derrubar as taxas.

Desde o agravamento da crise financeira internacional, após a quebra do Lehman Brothers há um certo consenso entre os analistas que o principal desafio para a economia americana, e para o Fed, é lidar com os riscos de recessão e não mais com o perigo de piora da inflação.

Ontem, por exemplo, o instituto Conference Board revelou que o índice de confiança do consumidor dos EUA registrou em outubro nível histórico de baixa ao situar-se em 38. Um mês antes, ficou em 61,4.

O banco central norte-americano já cortou o juro de 5,25% em nove passos nos últimos 13 meses para conter a tempestade financeira que começou com o colapso do mercado imobiliário do país e se espalhou por todo o mundo.

(Com informações do Valor Online, Reuters a Agência Estado)

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