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Fed baixa taxa americana para 1% ao ano

Os fortes sinais de desaceleração econômica nos Estados Unidos em conseqüência da crise financeira motivaram o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a reduzir pela segunda vez este mês a taxa de juros do país, em meio ponto porcentual, para 1% ao ano. O ritmo da atividade econômica parece ter desacelerado marcadamente, por causa do forte declínio nos gastos do consumidor, justificou o banco em comunicado.

Agência Estado |

Com a redução, o juro chega ao nível mais baixo desde junho de 2004.

No último dia 8 de outubro, o Fed e o Banco Central Europeu (BCE) lideraram uma ação coordenada que envolveu dez dos principais bancos centrais do mundo. Autoridades monetárias da Grã-Bretanha, Canadá, Suécia, Suíça, Austrália, Emirados Árabes, China e Hong Kong se uniram às dos EUA e União Européia e baixaram suas taxas juros na tentativa de conter o nervosismo nos mercados globais.

Ontem, a nova redução nos juros americanos foi decisão unânime entre os membros do Comitê de Mercado Aberto do Fed. Em comunicado, o banco ainda deixou a porta aberta para cortes adicionais, "enquanto a crise financeira adicionar limitações aos gastos". Se os juros americanos baixarem novamente, a taxa atingirá níveis não vistos nos últimos 50 anos. O Fed também reduziu a taxa de redesconto que cobra nos empréstimos diretos aos bancos, 0,5 ponto para 1,25%.

A expectativa do Fed é de que a medida colabore para frear a alta dos preços. "À luz das baixas nos preços da energia e outras matérias-primas, e das piores perspectivas para a atividade econômica, o Comitê espera que a inflação se modere nos próximos trimestres a níveis coerentes com a estabilidade dos preços", acrescentou.

A decisão era esperada pelas bolsas de valores mundiais, que já haviam registrado altas anteontem antecipando a medida. No entanto, analistas questionaram a eficácia. Jamie Lewin, chefe de estratégias de alocação internacional de ativos do BNY Mellon Asset Management, afirma que a decisão não deve evitar que a economia dos EUA experimente uma recessão severa.

O Goldman Sachs vê com preocupação a possibilidade de o Fed cortar o juro para menos de 1%. Para o banco, problemas sistêmicos aumentam nos mercados financeiros quando a taxa se aproxima de zero.

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