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Fed anuncia ajuda de emergência a empresas e indica queda de juro

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, indicou ontem que o a instituição poderá reduzir a taxa básica de juros. E pela primeira vez o Fed recorreu a seus poderes de emergência para emprestar dinheiro a empresas.

Agência Estado |

O Fed, que antes somente havia emprestado dinheiro aos bancos, adotou essa medida no momento em que o país se encontra envolvido na mais grave crise financeira das últimas décadas.

"A combinação dos indicadores que têm saído com os acontecimentos financeiros recentes sugere que a perspectiva para o crescimento econômico piorou e o risco de baixa no crescimento cresceu", disse Bernanke. As declarações foram dadas durante conferência da Associação Nacional para Negócios Econômicos.

Bernanke acrescentou que, "à luz desses acontecimentos, o Federal Reserve precisará considerar se a posição atual da política monetária ainda é apropriada". "Levando tudo em conta, a atividade econômica provavelmente ficará fraca durante o que resta deste ano e no próximo ano e as tensões no setor financeiro podem muito bem prolongar o período de desempenho econômico fraco e fazer os riscos para o crescimento aumentarem ainda mais."

Ele também observou que os gastos do consumidor, ajustados à inflação, se contraíram significativamente desde maio, enquanto o enfraquecimento das vendas e o aumento da incerteza também começaram a pesar mais nos investimentos.

O presidente do Fed disse, ainda, que "os esforços contínuos para estabilizar os mercados financeiros são essenciais" e a instabilidade dos mercados e as quedas dos preços dos ativos podem ter "impacto pesado" na economia mais ampla, caso deixados sem controle.

A ata da última reunião do Fed, em 16 de setembro, corrobora o que disse Bernanke. Segundo o texto, divulgado ontem, a atividade "desacelerou-se consideravelmente nos últimos meses", o mercado de mão-de-obra "deteriorou-se ainda mais em agosto", a atividade industrial "teve pouca variação em julho, mas caiu fortemente em agosto" e os gastos do consumidor "enfraqueceram-se notavelmente nos meses recentes".

O presidente americano, George W. Bush, disse estar "convencido" de que o plano de resgate aprovado na sexta-feira pelo Congresso estabilizará os mercados. Mas advertiu que passará algum tempo antes de ter efeito. "Será necessário algum tempo para que o plano tenha pleno efeito", disse ele, após reunião com pequenos empresários em Chantilly, na Virgínia.

Bush lembrou que a crise de crédito é o principal problema enfrentado pela economia americana, mas frisou que não é algo exclusivo do país. "Nações ao redor do mundo estão sofrendo as próprias e severas crises creditícias".

O assunto foi discutido por Bush com o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que Bush falou sobre as medidas que os EUA estão tomando para lidar com a crise no mercado de crédito, bem como a importância de os países trabalharem juntos para conter o problema.

Perino disse que o presidente Bush também está conversando freqüentemente com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. Segundo a porta-voz, a Casa Branca está "satisfeita" com o nível de coordenação entre os Estados Unidos e a Europa até o momento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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