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Fed aceita que Goldman Sachs e Morgan Stanley se transformem em holdings

O Federal Reserve (Fed, Banco Central americano) anunciou neste domingo ter aceitado a proposta que transforma os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley em holdings, o que pode ajudar as duas instituições a superar a atual crise financeira

AFP |

Esta mudança de estrutura deve permitir que esses dois gigantes das finanças mundiais - que, de fato, perdem sua condição de banco de investimento e agora podem atender como banco comercial a correntistas - tenham acesso à janela de crédito do Federal Reserve.

O Fed destacou, em um comunicado oficial, que aprovou "as aplicações de Goldman Sachs e Morgan Stanley para transformá-los em holdings de bancos".

"Para proporcionar mais liquidez a estas firmas durante sua transição para uma estrutura de holding, a direção do Federal Reserve autorizou ao Federal Reserve de Nova York que estenda créditos às subsidiárias do Goldman Sachs e Morgan Stanley", acrescenta o texto.

Goldman Sachs e Morgan Stanley são os únicos bancos de investimento independentes que restam nos Estados Unidos, depois que a atual crise financeira em Wall Street levou o Lehman Brothers a pedir concordata na segunda-feira passada.

Teoricamente, os bancos de investimentos não se encontram na órbita do Fed e não podem obter empréstimos de emergência.

Estas regras foram, no entanto, mudadas no início do ano, mas apenas por um período provisório e que vence em janeiro de 2009.

Em troca de sua modificação estrutural, Morgan Stanley e Goldman Sachs deverão ser submetidos a novas regulamentações e controles maiores por parte das autoridades.

O Wall Street Journal explica em seu site na noite deste domingo: "Estas medidas marcam o fim de Wall Street tal como o conhecemos há décadas".

O anúncio do Fed acontece a menos de uma semana do pedido de concordata do banco Lehman Brothers e a venda de emergência do Merrill Lynch ao Bank of America, e seis meses depois da crise do Bear Stearns.

Nos últimos dias houve uma multiplicação de rumores que falavam da fusão do Morgan Stanley com o Wachovia ou então aliado a um fundo soberano chinês, apesar do anúncio de resultados melhores do que os esperados pelos analistas.

Esta nova medida do governo americano ilustra que as autoridades federais acompanham a crise financeira de perto, em sua tentativa de resgatar os mercados financeiros.

Quarenta e oito horas antes, o Tesouro enviou ao Congresso um plano de salvamento do sistema financeiro no valor de 700 bilhões de dólares, que serão serão utilizados para captar os ativos problemáticos em poder dos bancos.

O secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, pediu neste domingo ao Congresso, de maioria democrata, que aprove rapidamente esse plano de socorro financeiro, advertindo que a economia entrará em colapso se não houver uma ação rápida.

"Precisamos que isto seja limpo e rápido", disse Paulson em entrevista à rede de televisão ABC.

Apesar do apelo, líderes do Congresso advertiram que o plano para adquirir os ativos podres das instituições financeiras também deve socorrer o americano comum, atingido pela pior crise imobiliária em décadas.

"Há muita gente neste país que precisa de ajuda, mas a maior ajuda que podemos dar ao povo americano é estabilizar nosso sistema financeiro agora mesmo", disse Paulson.

O secretário destacou que não pretende beneficiar os fundos de investimentos de risco (hedge funds) com o plano: "A intenção, no momento, não é comprar (dívidas sem liquidez) de fundos de investimentos de risco (...) mas, evidentemente, gostaríamos de comprar de instituições financeiras que empregam pessoas e que representem uma parte importante da nossa economia".

Paulson disse que é essencial prevenir um estrangulamento do sistema, porque se isto ocorrer, "vai haver um efeito sobre a capacidade das pessoas de conseguir emprego, em seus salários, nos fundos de pensão e no crédito às pequenas empresas. Esta é a prioridade".

O secretário do Tesouro também disse que os Estados Unidos estão pressionando outros países para criar planos semelhantes de socorro às instituições financeiras.

Paulson não deu detalhes desta ação global, mas as autoridades financeiras dos Estados Unidos têm atuado na Europa e no Japão, nos últimos dez dias, para evitar o colapso do sistema financeiro mundial.

O secretário destacou hoje que o plano de socorro americano também cobrirá as instituições estrangeiras que operam nos Estados Unidos.

 

 

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