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Apesar da crise financeira mundial, as vendas do varejo não sofrerão grandes impactos até o Natal, avalia a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). De acordo com a entidade, o aumento da massa salarial compensará a redução de crédito e a sazonalidade do período.

O presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio-SP, Paulo Rabello de Castro, recomenda, no entanto, que o Banco Central corte a taxa básica de juros da economia gradualmente e o governo contenha os gastos públicos para compensar o aumento da liquidez no curto prazo. "Acreditamos que a política de juro excessivamente apertado já cumpriu seu papel", avaliou, por meio de nota. Ele citou a redução de juros realizada hoje pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Banco Central Europeu e bancos centrais do Reino Unido, China, Canadá, Suíça, Suécia, Emirados Árabes e Hong Kong. "Só falta o Brasil", afirma.

A entidade destacou ainda a importância das reformas tributária, previdenciária e trabalhista, que, segundo a Fecomercio-SP, "facilitarão a manutenção dos investimentos planejados pelas empresas em curto prazo e a acomodação cambial e elevarão o nível das poupanças pública e privada".

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