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A expectativa do consumidor paulistano em relação ao crescimento da economia voltou a crescer em maio, após registrar dois meses seguidos de baixa. Divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o ¿?ndice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 0,5% em relação a abril, subindo de 152,1 para 152,9 pontos.

A expectativa do consumidor paulistano em relação ao crescimento da economia voltou a crescer em maio, após registrar dois meses seguidos de baixa. Divulgado hoje pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o ¿?ndice de Confiança do Consumidor (ICC) apresentou alta de 0,5% em relação a abril, subindo de 152,1 para 152,9 pontos. Na comparação com maio de 2009, o indicador avançou 21,6%.

O índice, que vai de zero a 200 pontos, indica pessimismo quando está abaixo de 100 pontos e otimismo em resultados maiores. Para os analistas da entidade, o crescimento de 2% da massa de rendimentos na região metropolitana de São Paulo, no primeiro trimestre, conforme dados do Ministério do Trabalho, puxou a alta do ICC em maio. A redução do nível de desemprego para a marca de 8%, como apontaram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também contribuíram para o aumento da confiança. "Também houve maior oferta de crédito para pessoas físicas no mercado", disse o assessor econômico da entidade, Thiago Freitas.

O economista ressaltou que um dos fatores que impulsionaram o resultado de maio foi a alta da confiança entre os homens (aumento de 5,3%). Entre os consumidores que recebem até dez salários mínimos, o otimismo cresceu 5%.

O ICC é formado por dois componentes: o ¿?ndice das Condições Econômicas Atuais (Icea) e o ¿?ndice de Expectativas do Consumidor (Iec). O primeiro, que está diretamente ligado à percepção que o consumidor tem do atual cenário, puxou a leve alta do ICC, com crescimento de 4,3% ante abril, a maior elevação desde setembro. Em direção oposta, o Iec, que mede a percepção que os paulistanos têm da economia daqui a 12 meses, apresentou queda de 1,8% em relação a abril.

Freitas atribui o resultado do Iec ao temor dos consumidores quanto ao crescimento da inflação. "As mulheres são as mais pessimistas neste subíndice. Normalmente, são elas que ficam responsáveis pelo orçamento doméstico. Logo, acompanham mais de perto qualquer aumento nos preços", diz o economista. O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1994. São ouvidos 2.100 consumidores no município de São Paulo.

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