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FecoAgro: alta de custos de produção ameaça renda do produtor gaúcho

Porto Alegre, 18 - Após uma safra com preços favoráveis, o aumento dos custos de produção ameaça a renda do produtor gaúcho no ciclo 2008/09, avaliou hoje a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro). A entidade divulgou novo levantamento dos custos da safra atual, que indica crescimento de 33% nas despesas variáveis para o plantio de soja (R$ 909,67 por hectare), 31% no milho (R$ 1.

Agência Estado |

225,03 por hectare) e 29% no trigo (R$ 984,18 por hectare). Os custos variáveis consideram gastos com adubo, defensivos e sementes, entre outros.

A pressão de aumentos foi liderada pelos fertilizantes, que representam cerca de 30% do custo total de produção (que inclui itens como depreciação de máquinas) e sofreram alta de 85%, disse o economista da FecoAgro, Tarcísio Minetto. O custo médio do insumo por hectare de soja ficou em R$ 392,60 na soja, R$ 524,45 no milho e R$ 425,24 no trigo. Os valores são os maiores nos últimos dez anos, comparou Minetto. Os custos foram calculados com base nos preços de outubro, quando a maior parte dos produtores já havia adquirido os insumos para a safra.

Mesmo com o aumento de custos, a renda ainda é positiva no caso da soja, com margem de 17,07% na comparação entre o custo de produção por hectare e a cotação de venda do grão nesta semana. O pior resultado nesta relação é o do trigo, que apresenta margem negativa de 34,8%. Com o preço atual, o milho também tem perda de 19,61%, calculou a FecoAgro, uma situação que poderá piorar se o clima gerar perdas na safra estadual.

Emater

A Emater divulgou hoje novas estimativas para as principais culturas do Rio Grande do Sul, que contemplam quebras de 4% a 25% na produtividade de milho nas regiões de Santa Rosa, Ijuí, Passo Fundo e Erechim, no noroeste e norte do Estado, onde a estiagem é mais sentida. Apesar disso, a entidade manteve a expectativa média para o rendimento estadual de milho em 3.096 quilos por hectare, já que outras regiões não foram tão afetadas pelo clima e tiveram desempenho melhor que o esperado. A lavoura tem 20% da área em floração e 24% em formação de espiga e grãos, fases são sensíveis aos efeitos do clima. Por isso, os próximos dias serão decisivos para o resultado da safra, observou a Emater.

O produtor gaúcho precisará colher 21,16 sacas de soja por hectare (1.269 quilos) para cobrir o custo variável de implantação da lavoura. No caso do trigo, são necessárias 41,88 sacas por hectare (2.512 quilos) e no milho, 68,05 por hectare (4.083 quilos). A Emater espera rendimento médio de 2.038 quilos por hectare de soja, 2.096 quilos por hectare de trigo e 3.900 quilos por hectare de milho.

Na soja, a falta de chuvas está afetando o plantio, comentou a Emater. O ritmo do trabalho está atrasado e chegou a 85% da área esperada, quando a média nesta época do ano seria de 95%. As sementes plantadas recentemente têm tido germinação irregular e o desenvolvimento inicial das plantas está abaixo do esperado. Com exceção destas lavouras, a Emater observou que não há indicações de maiores prejuízos na safra estadual, mas se for necessário prolongar o plantio além do período recomendado os efeitos negativos poderão ser sentidos mais adiante.

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