Campo Grande, 10 - Pelo menos 25 pecuaristas de Mato Grosso do Sul estão amargando prejuízos calculados em R$ 12 milhões ocorridos durante este ano, com o fechamento do Frigorífico Campo Oeste que funcionava em Campo Grande. Eles venderam gado para a empresa, com faturamento para 30 dias, mas na última quinta-feira os proprietários demitiram 400 funcionários, pagaram R$ 17 mil em impostos com cheques sem fundos e desapareceram.

A informação é do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Ademar Silva Júnior.

Silva Júnior acredita ser um golpe contra os fazendeiros, a Receita estadual e trabalhadores. "Pesquisamos a empresa na Junta comercial e encontramos como proprietários Sebastião Silva dos Santos e Manoel Marques da Silva, nomes bastante comuns, mas quem fechou as operações com os pecuaristas foi Mário Antônio Gisilin. Nós vamos colocar a assessoria jurídica da casa à disposição dos produtores, mas o governo também deveria estar fazendo sua parte, analisando a situação dessas empresas. É lamentável essa situação, e não temos ainda a soma total dos prejuízos causados pelo Campo Oeste. Pior ainda deve ter outros de pequeno e médio porte, que poderão usar a mesma estratégia", afirma.

Ele lembrou que o frigorífico funcionava desde 1999 em Campo Grande, ressaltando que "os pecuaristas, não podem cair em armadilhas desse gênero, porque têm à disposição grandes e tradicionais frigoríficos comprando gado. Mesmo assim, estamos vendo se outros frigoríficos de pequeno e médio porte não estão na mesma condição do Campo Oeste".

O motivo para a paralisação do frigorífico Campo Oeste foi o fim da sociedade de seus executivos, segundo fontes ligadas à empresa. A planta era uma das mais modernas do Estado e a que oferecia as melhores condições de abate. A unidade tinha capacidade de abate de 27 mil cabeças/mês, mas estava operando com uma ociosidade de quase 70%.

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