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Febraban terá gestão profissional, sem rodízio

Dirigentes das principais instituições financeiras do País decidiram profissionalizar o comando da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em vez do tradicional sistema que colocava no comando da entidade um banqueiro, será contratado um executivo para exercer a presidência.

Agência Estado |

A mudança vai implicar a manutenção do atual presidente, Fabio Barbosa, por mais um ano à frente da instituição. Pelas regras atuais, ele deveria deixar o cargo no início de abril.

"A Febraban comunica que sua diretoria executiva vai discutir e definir uma proposta detalhada de profissionalização de sua gestão, como já acontece em associações de outros países", disse a entidade, em nota. "A razão para essa mudança é que a Febraban, nos últimos anos, evoluiu muito no sentido de maior interação com o conjunto da sociedade."
Inicialmente, os bancos pensaram em manter o modelo de escolha que vigorava desde a criação da entidade, em 1967. Pelo sistema, o próximo presidente provavelmente sairia do Itaú Unibanco. A presidência era definida por meio de um rodízio informal, que privilegiava os maiores bancos brasileiros: Itaú, Unibanco e Bradesco.

Dos cinco últimos presidentes, três pertencem a essas instituições - Roberto Setubal (Itaú), Gabriel Jorge Ferreira (Unibanco) e Márcio Cypriano (Bradesco). Se a ordem fosse seguida novamente, a presidência do período 2010-2013 seria do Itaú Unibanco (os dois bancos se fundiram em 2008).

No entanto, justamente por causa do trabalho em torno da integração, Setubal, presidente executivo, e Pedro Moreira Salles, presidente do Conselho de Administração, não se dispuseram a assumir a Febraban.

Também circulou no setor a hipótese de algum executivo de banco público assumir o cargo. A ideia não vingou. Um profissional de alto escalão de um desses bancos reconheceu que não fazia sentido porque "presidente de banco público pode ser trocado a qualquer momento". "Essa é a realidade. Portanto, não podemos nos comprometer a assumir um mandato de três anos", argumentou.

ESTRANGEIRO
Barbosa substituiu Cypriano em abril de 2007, quando ainda era presidente do ABN Real. Sua escolha foi reflexo do avanço dos bancos estrangeiros no Brasil. No segundo semestre do mesmo ano, a instituição de origem holandesa foi comprada no mundo por um pool de três bancos, entre os quais o espanhol Santander, que ficou com as operações do ABN no Brasil.

Em um movimento pouco usual, Barbosa assumiu o comando do grupo no País e lá permanece. Hoje, o Santander é o terceiro maior banco privado brasileiro, atrás apenas do Itaú Unibanco e do Bradesco.

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