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Febraban: spread sobe com piora da economia e do risco

A mudança do quadro macroeconômico e o aumento do risco relacionado às operações de crédito levaram à elevação dos spreads bancários em dezembro, que são a diferença entre o juro que o banco paga para captar dinheiro no mercado e a taxa cobrada dos clientes nos empréstimos. A avaliação foi dada pelo economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg.

Agência Estado |

Ao ser questionado a respeito do impacto nulo sobre os spreads das medidas do governo (queda do Imposto sobre Operações Financeiras e dos depósitos compulsórios), que reduziram os custos dos bancos para dar crédito, ele argumentou que "a queda dos spreads não acontece de uma hora para a outra".

Segundo Sardenberg, o atual cenário econômico explica o aumento dos spreads registrados em dezembro. "O contexto é diferente. Antes, você tinha crescimento da demanda e economia em expansão. Isso permitia ter spreads mais baixos porque o crédito estava crescendo", explica. "Hoje, temos muito mais incerteza, indefinição e, por isso, o risco é maior. Nesse cenário, um movimento para baixo é mais lento", disse.

O economista também observa que a crise tem aumentado a demanda por linhas de crédito com spreads mais altos - como o cheque especial - o que ajuda a elevar o spread médio no levantamento anunciado nesta terça-feira pelo Banco Central. "As operações com spreads mais baixos têm crescido menos", disse. Sardenberg observou que, a despeito da alta dos spreads, é importante observar que o juro médio da pessoa física e jurídica caiu em dezembro na comparação com novembro. "As taxas de juros tendem a continuar caindo porque a inflação está mais baixa e a economia está crescendo menos, o que reduz a demanda e favorece a queda do juro", disse. Ele, no entanto, não disse que isso será seguido em igual proporção pela diminuição dos spreads.

Ainda sobre os números apresentados, o economista da Febraban afirmou que o "lado positivo é que o saldo das operações continua crescendo". "É importante comparar isso com o que acontece no resto do mundo. As concessões aumentaram e estão se recuperando", disse. O BC divulgou hoje que o spread médio geral (o que inclui o crédito a pessoas físicas e jurídicas) subiu de 30,1 pontos porcentuais em novembro para 30,6 pontos em dezembro, nível mais alto desde agosto de 2003.

A Febraban deve anunciar amanhã levantamento próprio sobre o spread bancário. A pesquisa vai mostrar que o spread médio efetivo está em patamar cerca de 8 pontos porcentuais menor que o anunciado pelo Banco Central. A diferença entre o número do BC e o que deve ser apresentado pela Febraban é explicada pelos parâmetros diferentes usados pelos dois levantamentos. "O BC mede apenas uma parte dos spreads porque o levantamento leva em conta algo como 45% a 50% das operações de crédito", disse Sardenberg.

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