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Febraban: inadimplência vai determinar spread

Em resposta às cobranças do governo no sentido de baixar os spreads bancários, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, cobrou hoje a criação do cadastro positivo, que aguarda votação no plenário da Câmara, e criticou a incidência de impostos sobre a intermediação financeira - entre os tributos estão PIS/Cofins e IR, por exemplo. Ele disse ainda que a evolução da inadimplência será determinante para definir o spread ao longo do ano.

Agência Estado |

O spread é a diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos pelos bancos.

"O Brasil tem uma situação de crédito direcionado que não existe em outros países. Tem uma tributação na intermediação financeira que não existe em outros países. Temos trabalhado para que haja um cadastro positivo, que poderia dar melhores condições de avaliação de crédito. Isso já existe em outros países e teve impactos positivos", disse ele, após participar da cerimônia de formatura da primeira turma do Programa Febraban de Capacitação Profissional e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Setor Bancário, no Novotel São Paulo, na capital paulista.

"É importante sempre colocar uma luz sobre esse assunto", pediu. "O que nós estamos procurando é discutir quais são as variáveis que determinam esse spread bancário, sejam as variáveis que determinam o fato de ele historicamente estar nesse patamar, sejam as variáveis que possam ter determinado uma elevação mais recente."

Barbosa, que também é presidente do Grupo Santander no Brasil, afirmou que é preciso trabalhar sobre essas variáveis para haver uma redução consistente do spread bancário. Ao falar sobre as expectativas de crescimento da inadimplência em função da crise financeira internacional, o executivo afirmou que o País está em situação privilegiada, em que não é discutida recessão, mas se o crescimento econômico em 2009 atingirá 2%, 3% ou 4%.

"A gente espera que o impacto na inadimplência seja bastante reduzido. Estamos bastante atentos, temos acompanhado e acho que isso é um dos fatores que determinarão a evolução do spread durante o ano", explicou.

Barbosa desqualificou estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrando que os gastos da indústria com pagamento mensal de juros subiram 17,8% no último trimestre de 2008 na comparação com o período de janeiro a setembro. Segundo a Fiesp, as despesas com juros superaram em 11% os gastos com salários, excluídos os encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento.

"Essa comparação entre juros e trabalho, a qual desconheço os dados e as bases em que foi feita, depende de cada empresa, do nível de mão de obra utilizado em cada empresa, do nível de endividamento de cada empresa. Acho que dali não se pode tirar nenhuma conclusão", argumentou.

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