O presidente de Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Fabio Barbosa, afirmou hoje que é difícil fazer uma previsão sobre quando irá ocorrer o fim da crise externa. No entanto, ele avalia que o sistema financeiro no Brasil é sólido e que os ativos são contabilizados de forma transparente, o que evitaria surpresas.

"Não existe questionamentos sobre a situação do Brasil. A liquidez interna é boa", disse.

Barbosa lembra que os bancos centrais estrangeiros, em especial o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), têm agido para preservar o sistema financeiro e sanear as instituições que afetam o maior número de pessoas. "Isso não quer dizer que os acionistas sairão ilesos." Ele acrescentou que diferentemente de setores industriais específicos, uma crise no setor financeiro impacta toda a economia por ter um efeito multiplicador.

Para o presidente da Febraban, a redução da liquidez externa terá impacto nos prazos dos financiamentos internos que utilizam esses recursos, como os voltados para o comércio exterior. "Existe uma tendência de encurtamento de prazos, mas não dá para dizer que é significativa e que tenha impacto na economia."

Na avaliação de Barbosa, que também é presidente do banco Santander, o crescimento da economia chinesa deverá atenuar o impacto da crise externa devido ao potencial do mercado interno daquele país. Ele ressaltou que se trata de uma opinião pessoal e não da Febraban.

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