Federação dos bancos diz que estudo levou em conta itens já defasados, como cheque para transferência de recursos isento de CPMF

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) contestou pesquisa sobre tarifas bancárias divulgada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O trabalho mostrou aumento nas tarifas de até 328% em um ano, enquanto a inflação no período ficou abaixo de 10%. “No estudo, há algumas tarifas específicas e não há ponderação quanto à representatividade delas do ponto de vista da operação”, afirma Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban. “Os números são de um banco ou outro que poderiam estar com as tarifas defasadas.”

No ranking do Idec, o item que mais subiu foi o fornecimento de folhas de cheques pelo Banrisul, com 328%. Em segundo lugar, o cheque para transferência bancária (TB e TBG), com 209%, também do Banrisul. “Se pegarmos o estudo do Idec, dos quatro primeiros lugares, dois se referem a cheques para transferência bancária. Quando a tabela do Banco Central foi criada, esse cheque existia e agora não mais”, afirma Ademiro Vian, diretor-adjunto da Febraban.

Segundo Vian, o TB era um cheque verde, usado para os correntistas transferirem recursos de uma conta bancária para outra sem a incidência da CPMF. “Nos últimos 24 meses, nenhuma folha desse cheque foi usada”, afirma, lembrando o fim da cobrança do “imposto do cheque”.

O executivo da Febraban afirma que a entidade fez um levantamento em setembro do ano passado em que concluiu que, de uma cesta com 99 tarifas bancárias, 54 firam estáveis após a regulamentação das tarifas por parte do BC, em 2007, 24 delas registraram redução nos valores e 21, elevação. “Hoje, mais de 60% das pessoas físicas não pagam tarifas avulsas. Eles aderiram aos pacotes.”


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