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Fazendeiros do Paraguai iniciam protesto contra invasões

Assunção, 15 dez (EFE).- As principais associações de produtores agropecuários do Paraguai começaram hoje um protesto nacional com tratores e caminhões para exigir o fim das invasões de fazendas por parte de grupos de denominados sem-terra, que já promoveram, inclusive ações armadas e incendiaram terras de um fazendeiro brasileiro.

EFE |

A manifestação reúne milhares de pequenos e grandes produtores, principalmente, de soja, que já haviam convocado protestos anteriores semelhantes, conhecidos como "tratoraços".

O principal ponto de concentração dos manifestantes acontece no departamento (estado) de Alto Paraná, ao leste de Assunção e na fronteira com o Brasil, onde os dirigentes do setor reiteraram que a manifestação não incluirá bloqueios de estradas e que será pacífica.

O protesto nas estradas, coordenado pelas associações União de Grêmios da Produção (UGP), Coordenadora Agrícola do Paraguai (CAP), Associação de Produtores de Soja (APS) e Associação Rural do Paraguai (ARP), entre outras, vai a tarde de amanhã, quando os tratores devem ser retirados dos acostamentos.

Em seguida, os fazendeiros farão um comício em frente à sede do Congresso, em Assunção.

Héctor Cristaldo, presidente da UGP, disse que o protesto também procura demonstrar que o setor produtivo do país está aberto à mudança, em alusão à chegada do ex-bispo Fernando Lugo à Presidência, em 15 de agosto, que interrompeu uma série de 61 anos de Governo do Partido Colorado.

Essas associações, que exigem "segurança jurídica", repudiam as constantes ameaças de invasões de fazendas por grupos de "sem-terra", que permanecem acampados há meses perante diante delas para repudiar o cultivo mecanizado da soja - principal fonte de renda do país - e exigir uma reforma agrária.

A mobilização do setor agropecuário acontece ainda nos departamentos (estados) Central, Cordillera, Caaguazú, Caazapá, Canindeyú, Ñeembucú, Itapúa, Paraguarí, Misiones, San Pedro e Chaco.

Foi em um desses departamentos, Caazapá, que um grupo de denominados "sem-terra" incendiou um depósito na fazenda do brasileiro Hildo Da Veiga e destruiu tratores, maquinarias e equipamentos de lavoura no valor de US$ 400 mil. EFE rg/jp

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