A desaceleração verificada nos últimos 30 dias no Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi interpretada por técnicos do Ministério da Fazenda como um sinal do que eles já previam: a alta dos preços, determinada essencialmente pelos alimentos e pelas commodities, vai refluir no segundo semestre. Segundo fontes do ministério, isso não necessariamente quer dizer que o recuo da inflação se consolide agora, mas no último trimestre.

Ao considerar que a inflação é essencialmente causada por choques de alimentos e commodities, a Fazenda entende que o Banco Central (BC) não precisaria reforçar o processo de elevação dos juros.

O temor é que um aperto maior - acima do atual 0,5 ponto porcentual a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - coloque em risco o crescimento econômico em 2009, diante de um cenário internacional ainda incerto.

Na semana que vem, o Copom vai se reunir novamente para decidir a taxa Selic. O presidente do BC, Henrique Meirelles, já deixou claro, em duas ocasiões na semana passada - uma delas no Senado -, que vai trazer a inflação para o centro da meta (4,5%) já em 2009.

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