O Ministério da Fazenda vai revisar novamente sua projeção de crescimento para 2010 e agora deve chegar a um número entre 5,5% e 6,5%, informou ontem o secretário de Política Econômica da pasta, Nelson Barbosa. Com o reconhecimento de que a atividade está em forte expansão, Barbosa disse que o governo pode acionar a política fiscal para "moderar" o ímpeto da economia, ou seja, restringir o ritmo de crescimento do gasto público.

O Ministério da Fazenda vai revisar novamente sua projeção de crescimento para 2010 e agora deve chegar a um número entre 5,5% e 6,5%, informou ontem o secretário de Política Econômica da pasta, Nelson Barbosa. Com o reconhecimento de que a atividade está em forte expansão, Barbosa disse que o governo pode acionar a política fiscal para "moderar" o ímpeto da economia, ou seja, restringir o ritmo de crescimento do gasto público. Atualmente, a projeção oficial da Fazenda para o crescimento da economia em 2010 é de 5,2%. Segundo Barbosa, a meta do governo é um crescimento de longo prazo entre 5% e 6%, considerado um nível sustentável a longo prazo. Uma expansão consistentemente acima do teto dessa faixa, na visão do secretário, exige medidas para conter a atividade. Isso porque a oferta de bens e serviços no País, com um crescimento por vários trimestres acima de 6%, pode não ser suficiente para que a demanda seja atendida. Apesar de admitir um ritmo forte da economia, Barbosa ponderou que espera uma desaceleração do crescimento no segundo semestre, refletindo a retirada dos estímulos monetários e fiscais já adotados pelo governo. De qualquer forma, ele ressaltou que a Fazenda está atenta e poderá apertar a política fiscal para trazer a economia para a faixa ideal de crescimento. Barbosa esclareceu, contudo, que isso não necessariamente implica aumento da meta de superávit primário (hoje de 3,3% do PIB). Ele disse que o governo, por exemplo, pode não usar a margem de manobra dada pelos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que permitem na prática um resultado primário menor que a meta. <i>As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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