O secretário adjunto de micro finanças e política agrícola do Ministério da Fazenda, Gilson Bitencourt, afirmou hoje que a decisão do plenário da Câmara de derrubar a cobrança da Selic nos cálculos da Dívida Ativa da União (DAU) para o setor agrícola é uma medida ilógica, que facilita o não pagamento dos débitos do setor.

Bitencourt disse que com a troca da Selic, atualmente em 13%, pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), em 6,25% ao ano, os produtores vão deixar de pagar suas dívidas para ter seu nome incluído na Dívida Ativa da União. "Vai ser mais barato deixar de pagar e usar um juro de 6,25% do que pagar a prestação em dia", afirmou.

Bitencourt lembrou que a taxa dos empréstimos do crédito rural é de 6,75% ao ano, índice que supera a TJLP. Ele disse que o governo vai tentar derrubar esse ponto da Medida Provisória 432 no Senado.

"Vamos negociar no Senado para derrubar esse absurdo", disse ele, que acompanhou na Câmara a votação da MP da dívida. O secretário lembrou ainda que a MP tem 58 itens e o que o governo foi derrotado apenas nesse ponto.

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