SÃO PAULO - O faturamento da indústria brasileira de cartão de crédito somou R$ 19,8 bilhões em outubro deste ano, o que representa um crescimento de 21,3% em relação ao mesmo período de 2007, quando ficou em R$ 16,4 bilhões.

O avanço na base de cartões em circulação, no número de transações e no valor médio de cada compra foi o responsável pelo desempenho.

De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), existiam ao fim de outubro 107,3 milhões de cartões de crédito e débito em circulação no Brasil, uma alta de 18,6% sobre mesmo intervalo do ano passado. O número de transações registradas no mês totalizou 256 milhões, 19,6% mais perante outubro de 2007. Já o tíquete médio subiu 1,57%, para R$ 77,50.

Para o exercício completo, o faturamento deverá atingir R$ 223,7 bilhões, um salto de 21,2% sobre 2007, conforme projeções da Itaucard. O número de cartões passará a 110,2 milhões (+16,9%) e o tíquete médio ficará em R$ 78,40, em um universo de 2,85 bilhões de transações (+19%).

Apesar da crise financeira - que, segundo a Itaucard, ainda não foi percebida na indústria de cartões -, todas as regiões do Brasil mantiveram forte alta no faturamento do setor. O maior crescimento foi registrado na região Norte, de 23,4%, seguida por Centro-Oeste (22,5%), Nordeste (22,2%), Sul (21,8%) e Sudeste (20,7%).

A Itaucard notou que a constante substituição de outros meios de pagamento, como cheques, pelos cartões está entre os principais fatores que justificam a expansão, juntamente com o aumento da base de cartões e a ampliação de estabelecimentos credenciados para receber os pagamentos.

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