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Faturamento da HP com produtos e serviços corporativos dobrou no Brasil nos últimos dois anos

SÃO PAULO - O faturamento da divisão de produtos e serviços corporativos da Hewlett Packard (HP) dobrou no Brasil nos últimos dois anos. Embora a empresa não divulgue os valores exatos, afirma que a taxa de expansão do mercado de tecnologia local é uma das mais fortes em todo o mundo e se traduz em enormes oportunidades para seus negócios.

Valor Online |

Em tamanho de mercado, os EUA e o Japão ainda são maiores, mas em termos de taxa de crescimento, o Brasil é muito importante para a HP, diz a vice-presidente mundial da divisão de produtos e serviços corporativos da empresa, Ann Livermore. A taxa de expansão do mercado de tecnologia no país é de cerca de 30% (ao ano), sendo que a área corporativa representa 40% dos negócios, afirma a executiva.

Para captar as oportunidades no Brasil, assim como no restante do mundo, a HP tem apostado cada vez mais intensamente no mercado corporativo. Atualmente, essa divisão já responde por 36% do faturamento global da companhia.

A aquisição da EDS, empresa especializada equipamentos e serviços de tecnologia para corporações, é um desses passos. Embora ainda não tenha sido concluída - ainda depende de aprovação dos acionistas e de agências reguladoras - ela pode consolidar também em faturamento a liderança da HP no segmento de servidores. Embora seja a líder de vendas em número de equipamentos desse tipo, a HP ainda está atrás da IBM em termos de receita nesse mercado.

Esses investimentos ocorrem inclusive no Brasil, explica o presidente da companhia no país, Mário Anseloni. Anunciamos que iríamos contratar 800 pessoas no país e já ultrapassamos esse número, diz. Estamos investindo em toda a cadeia, mas particularmente no segmento de servidores, que é onde as mudanças são mais significativas, disse o executivo.

Segundo Livermore, o investimento da HP na EDS não significa que a empresa irá enveredar apenas pelo lado dos softwares como serviço (SaaS, na sigla em inglês) ou TI como serviço. Embora o outsourcing continue sendo uma tendência, diz a executiva, a HP quer explorar as duas frentes do mercado, tanto prestando serviços como vendendo hardware para seus clientes.

Há muito interesse entre nossos clientes no SaaS, mas também vemos demanda para a compra dos aparelhos em si. Acreditamos que a melhor atitude é atuar nas duas frentes, afirma Livermore.

Segundo ela, a aquisição da EDS também permitirá que a HP venda seus servidores para os provedores de SaaS. Assim, a empresa atuará tanto direta quanto indiretamente nesse mercado, além de oferecer seus equipamentos para as clientes corporativas que os utilizarão elas próprias.

Um dos principais empecilhos à adoção mais forte do SaaS, pondera Livermore, é a desconfiança e a falta de costume dos clientes com o tipo de cobrança, feita por uso dos serviços. Segundo ela, a preocupação deles é que não se vêem capazes de controlar o uso entre seus próprios funcionários, o que poderia elevar significativamente seus custos. Esse é um dos pontos em que temos que estar mais preparados para auxiliar nossos clientes e ajudar a difundir o SaaS, diz Livermore.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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