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FAO afirma que crise será sentida nos preços dos alimentos até 2010

São Paulo, 18 nov (EFE).- A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) afirmou hoje que a crise financeira será sentida no preço dos alimentos até 2010 por causa de uma previsível diminuição da oferta.

EFE |

O representante da FAO para a América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, disse em São Paulo que "a crise surpreendeu pela rapidez com a qual chegou e a lentidão com a qual vai embora" e que terá efeitos no ciclo de produção e comercialização de alimentos.

Neste sentido, afirmou que "o início de 2009 será decisivo", pois será colhido o que foi semeado no início de 2008 com altos custos de insumos, como adubos, enquanto os baixos preços que são esperados para 2009 "não vão estimular as sementeiras que serão comercializadas em 2010".

"Vamos encontrar em 2010 uma oferta baixa, pois os produtores por falta de crédito não vão estar com todo seu potencial e é onde se deve fazer um controle da especulação", declarou.

Grazziano, que hoje participou da "Conferência internacional sobre biocombustíveis" realizada em São Paulo, disse em entrevista coletiva que a FAO "acompanha a evolução dos preços dos alimentos desde 2002".

Destacou que nos últimos anos o preço dos alimentos subiu por fatores como o aumento do petróleo e o consumo de países como China, mas admitiu que não se esperava uma diminuição dos mesmos "por uma crise financeira que reduziu o consumo".

Quanto à incidência dos biocombustíveis no encarecimento dos alimentos, como indicam algumas organizações sociais, Grazziano declarou: "não há conflito entre a produção de etanol de cana-de-açúcar e a segurança alimentar" e citou o exemplo do Brasil, onde não faltou comida por este motivo. EFE wgm/fal

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