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Fannie Mae tem prejuízo de US$ 29 bilhões com crise em hipotecas

SÃO PAULO - A financiadora americana de hipotecas Fannie Mae terminou o terceiro trimestre com prejuízo de US$ 29 bilhões (US$ 13 por ação). Em igual período do ano passado, a perda da empresa tinha sido de US$ 1,52 bilhão (US$ 1,56 por ação).

Valor Online |

Foi o quinto trimestre consecutivo que a maior fornecedora de crédito imobiliário dos EUA fechou no vermelho.

O pesado prejuízo se deve à crise financeira que atingiu em cheio o mercado de hipotecas. Com a crise e a dificuldade de pagamento dos empréstimos, o valor dos ativos da Fannie Mae se deteriorou e forçou a empresa a depreciá-los no balanço trimestral. Foram reconhecidos R$ 9,2 bilhões em despesas relacionadas à piora das condições de crédito e à queda dos preços das casas, entre outras perdas.

O maior impacto, porém, saiu do aumento de US$ 21,4 bilhões da provisão para impostos diferidos. De acordo com o relatório de resultados, a Fannie Mae acredita que não vai conseguir gerar no futuro ganhos (sobre os quais incidam impostos) que sejam suficientes para refletir o valor dos ativos e para justificar o uso de créditos tributários registrados em balanço. Essa avaliação decorreu da " rápida deterioração das condições de mercado, da incerteza das condições futuras do mercado sobre o resultado das operações e da incerteza significativa em torno do modelo de negócios futuro como resultado da entrada da companhia sob o controle da Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA) " .

No começo de setembro, auge da crise, o governo americano assumiu o controle da Fannie Mae e de sua congênere Freddie Mac por tempo indeterminado, com a substituição dos executivos-chefes de ambas companhias e com um investimento de US$ 200 bilhões para mantê-las solventes. Fannie Mae e Freddie Mac têm em carteira ou garantem quase metade das hipotecas existentes nos EUA - mais de US$ 5 trilhões.

(Valor Online)

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