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Famílias ajudam, mas falta de investimentos atrapalha PIB em 2009

Se tivesse de apontar culpados pela taxa negativa do Produto Interno Bruto (PIB), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicaria os empresários que cortaram investimentos no País em 2009. O único componente da demanda brasileira abatido pela crise no ano passado foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia. O PIB recuou 0,2% no ano passado.

Redação Economia |

 

As despesas das famílias livraram o PIB de um tombo em 2009 e ampliaram participação de 60,3% em 2008 para 62,8% em 2009. Isso porque o consumo dos brasileiros cresceu 4,1% no ano passado, enquanto a FBCF recuou 9,9%. Os estoques elevados também contribuíram para reduzir a taxa de investimento, que recuou de 18,7% para 16,7% do PIB.

A taxa de poupança diminuiu de 18% para 14,6%, refletindo o aumento dos gastos dos brasileiros. O governo também ampliou presença no PIB. O consumo da administração pública aumentou de 19,6% para 20,8% no ano passado.

Até mesmo o setor externo contribuiu de maneira positiva para o resultado final do PIB, o que não acontecia desde 2003. De 2004 a 2008, o saldo entre importações e exportações desfavoreceu o PIB, por causa do aumento crescente das compras no exterior. Com a economia menos aquecida, as importações voltaram a declinar e o impacto no PIB foi menor.

A gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis, confirmou que o corte nos investimentos foi responsável pela diminuição do PIB em 2009. A pesquisadora reiterou que o resultado do PIB teria sido positivo em 2009 não fosse o desempenho da FBCF.

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