vale balada - Home - iG" /
Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Família Szajman entra em novo negócio e lança o vale balada

Um ano depois de vender sua empresa de tíquetes-alimentação para a francesa Sodexho, em um negócio de R$ 1 bilhão, o grupo brasileiro VR dá sinais de que não vai abandonar tão cedo o mercado de vale-benefícios. A companhia anunciou ontem, em um evento de recursos humanos em São Paulo, a criação de uma unidade de negócios nesse segmento.

Agência Estado |

A nova aposta dos Szajman - clã formado pelo empresário Abram Szajman, que fundou a VR há mais de 30 anos, e seus filhos Cláudio e André - é fornecer cartões com "créditos culturais" para empresas.

A proposta é ousada: o funcionário ou consumidor vai para o teatro, balada ou cinema e paga (via celular, cartão ou internet) com o créditos fornecidos por uma empresa. Também pode gastar esses créditos na compra de livros, CDs, DVDs e música online. Mas, não necessariamente a companhia pagará toda a conta da diversão.

Isso porque o serviço tem dois públicos-alvo. Um deles - e o mais óbvio - são os departamentos de recursos humanos das empresas, que poderão oferecer o produto. Assim como ocorre com a concessão de outros benefícios, o vale cultural ou de balada pode dar direito a incentivos fiscais, com abatimento de impostos para as empresas.

O novo produto também tem como público-alvo companhias que investem em programas de fidelização, relacionamento e promoção com consumidores.

"Estamos usando nossa estrutura de tecnologia para oferecer outros produtos a esse mercado", explica Cláudio Szajman, presidente do grupo VR. A transação com a Sodexho, ele explica, envolveu apenas a venda da área de distribuição de benefícios - um pacote de contratos com mais de 20 mil empresas. O processamento desses benefícios, hoje totalmente automatizado, continuou com a empresa de tecnologia do grupo, a SmartNet, criada em 1998.

Além dessa companhia, a holding da família controla a gravadora Trama, o Banco VR, uma incorporadora imobiliária e um fundo de investimentos.

Benefícios

"Esses benefícios modernos já são adotados hoje pelas maiores empresas. Mas faltava um instrumento, um processo estruturado para oferecê-los", diz Cláudio. A VR tem planos para replicar o modelo do vale para outros setores.

No Brasil, um benefício semelhante para a área cultural - porém, em vez de cartão magnético, oferecido por meio de cheque em papel - foi lançado no ano passado pela Sodexho, meses antes da aquisição da área de benefícios-alimentação da VR. Atualmente, segundo informações da empresa, o Cultura Pass tem 3.000 estabelecimentos culturais credenciados e 100 mil usuários no País.

Legislação

Não há obrigação legal, por parte das empresas, de oferecer qualquer benefício cultural a funcionários - diferente do que ocorre com os vales-alimentação e refeição. Esse mercado cresceu muito na década de 80, estimulado pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do governo federal.

Mas, segundo o presidente do grupo VR, outras leis em vigor no País podem estimular a utilização do serviço. A Lei Rouanet, diz Cláudio, permitiu, em 2006, que que se financiasse a compra de ingressos por empresas, para distribuição ao público. Elas também podem usar esse benefício para distribuir ingressos a seus empregados.

Há ainda um projeto de lei na Câmara de Deputados que propõe a criação pelas empresas de um incentivo na forma de vale-cultura.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG